segunda-feira, 6 de março de 2017

Meritocracia soa como um palavrão



No serviço público, a palavra meritocracia soa como um palavrão, porque, o que conta ponto no serviço público não é o mérito, mas a disponibilidade do servidor em agradar o chefe, leia-se, bajulação, uma característica própria das pessoas sem personalidade e adaptável às circunstâncias.

O atraso que se verifica nos grotões e no Brasil profundo, deve-se ao fato de que os gestores públicos são escolhidos, não com base na meritocracia, mas tendo como único critério, o compromisso político assumido antes e durante o período de campanha política.

No interior do estado do Piauí, por exemplo, é muito comum cruzarmos com secretários, inclusive de educação e saúde, sem nenhuma qualificação, sem um conhecimento especifico para os cargos que ocupam na administração municipal.

Se pelo menos o secretário tivesse alguma noção de administração ou gerenciamento de pessoas, mas nem isso eles têm. Isso talvez explique esse nosso atraso intelectual e subdesenvolvimento.

O secretário municipal, via de regra, existe para servir ao prefeito e não aos munícipes. Um secretário para o prefeito chamar de seu.
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