sábado, 22 de julho de 2017

A política do Circo sem Pão



Ê, ô, ô, vida de gado Povo marcado, ê! Povo feliz! Ê, ô, ô, vida de gado Povo marcado, ê! Povo feliz!”. (Zé Ramalho)

Na Roma antiga, a política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio.

O que difere a política do Pão e Circo, da política Só do Circo, é a ausência do pão que ajuda o corpo a se manter de pé. Hoje, na idade Contemporânea ou da Contemporaneidade, os nossos governantes, via de regra, para manter o povo entretido (alienado) e sem encarar a realidade, vivem de promover festas e espetáculos nas épocas convenientes (nos festejos) do ano. Festas e espetáculos que o povo no mais das vezes, comparece de barriga vazia, só para satisfazer a vontade do príncipe de plantão que governa seus súditos como se fossem “nobres” a quem o vassalo deve um juramento de absoluta fidelidade.

Na região Nordeste, onde a miséria é mais evidente, a maioria dos prefeitos lançam mão desse expediente para manter o povo domesticado, grato e submisso. Um povo mantido na mais completa ignorância, porque na condição de eterno ignorante, o povo é massa de manobra, eleitor gado, alguém sem personalidade e sem vontade própria. Alguém que é conduzido e que se deixa conduzir.   
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