sábado, 1 de julho de 2017

O medo do futuro freia o consumo



Sem consumo o país para. Isso é elementar. Ocorre que sem consumo, o comércio não funciona e a indústria deixa de produzir - e como consequência da paralisação da cadeia produtiva, o desemprego aumenta.

O pessimismo é o principal ingrediente do medo que toma conta do trabalhador e do consumidor. A incerteza quanto ao futuro, obriga quem ainda dispõe de alguma fonte de renda ou poupança a pisar fundo no freio, ou seja, a consumir só o extremamente necessário e o indispensável.

O pessimismo é um dos nossos maiores problemas, talvez o maior de todos. Maior até do que as crises de ordem moral, ética e institucional, uma vez que o pessimismo atinge o coração do sistema, o sangue que irriga as artérias de um corpo já bastante depauperado.

O que fazer para que o consumidor volte às compras? Primeiro, ele precisa confiar no comandante da nação, o que ninguém consegue com Temer no poder. Segundo, é preciso que o emprego vote a crescer, o que devolverá a confiança no exército de desempregados, de quem poderá se reinserir no mercado de trabalho e quem está empregado não se sinta ameaçado pelo fantasma do desemprego.  

Por Joachim Arouche
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