terça-feira, 20 de março de 2018

Meritocracia, eficiência e resultado


Todo gestor público (presidente, governadores, prefeitos, ministros e secretários) deveria se apoiar neste tripé: meritocracia, eficiência e resultado.

A meritocracia que é neologismo cunhado pelo sociólogo britânico Michael Young nos anos 1950, é uma palavra híbrida, formada pelo latim mereo ('ser digno, merecer') e pelo grego antigo κράτος, transl. krátos ('força, poder') que estabelece uma ligação direta entre mérito e poder. Pode ser entendida como um princípio de justiça, às vezes qualificado como utópico; mas pode também ser considerada como um instrumento ideológico que permite legitimar a desigualdade dentro de uma empresa ou sistema político.

A eficiência é uma característica positiva, principalmente como parte do perfil de profissionais que desejam obter sucesso em suas áreas de atuação. Para que um indivíduo haja com eficiência, são necessárias outras qualidades essenciais, como a organização, o compromisso, a concentração, a pontualidade, o respeito, a criatividade e etc.

O resultado é aquilo que o gestor privado ou público planeja apura ao final de cada ano civil. Ano civil é o período de 12 meses que corresponde a 365 dias do ano, contados a partir de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro. O ano civil brasileiro foi definido na lei nº 810, de 6 de setembro de 1949, sancionada pelo presidente da república Eurico Gaspar Dutra. O bom resultado só aparece com uma administração focada no mérito, na gestão eficiente e no planejamento das ações que ao serem executadas vão sendo mensuradas periodicamente pelo gestor.  

Uma administração orientada por esses três princípios, seria o mundo ideal, mas, acontece que o mundo real é totalmente diferente, porque os nossos gestores não se preocupam em administrar bem e apresentar resultados satisfatórios ao povo que os elegeu. O que se vê em todo o país são administrações pública construídas com base na honra de compromissos assumidos em campanha com os parentes, com os partidos, com os financiadores de campanhas e os cabos eleitorais. Necessariamente nesta ordem. E o resultado é o que nós estamos careca de conhecer: administrações danosas, ruinosas e ineficientes.

No Brasil os nossos gestores públicos “administram” o país, os estados e as prefeituras em pleno século XXI, como administrava o país, os estados e as prefeituras no início do século XX. No presente momento nas mais cinco mil prefeituras, 27 estados e o Distrito Federal, não se vê nenhuma administração com um toque de originalidade e criatividade. É tudo uma mesmice. Com os governadores e prefeitos governando de pires na mão e pedindo socorro ao presidente de plantão. Desse jeito este país nunca deixará ser um ajuntamento.  
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