O Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, que se prontificou em acolher nas suas dependências os organizadores de um ato que não houve, contra a mídia, está sendo criticado por muitos jornalistas que viram nessa pretensa manifestação um contra senso e por isso mesmo, desautorizaram o presidente dessa entidade, um pelego, a falar em nome de uma categoria, que isto sim, deveria ser a primeira a colocar-se contra qualquer iniciativa desse gênero, que visa fortalecer o autoritarismo do governo federal, de qualquer governo.
Tem muita gente, vendo nesse ato que pretendia reunir os sindicalistas, estudantes e os trabalhadores rurais sem terra em apoio a Lula, um balão de ensaio do governo federal, como que para testar o povo brasileiro. Se o povo reagisse favoravelmente, o que não aconteceu, o presidente se sentiria estimulado e encorajado a tentar algum tipo de aventura, que colocaria em risco o regime democrático. Como o clima não era favorável a realização de um ato irresponsável como esse, os petistas, os comunistas, os estudantes e os trabalhadores rurais sem terra (os mercenários), nem marcaram presença a um ato que veio a se transformar num grande fiasco.
O jornalista Marco Antonio Rocha se manifestou contra esse absurdo, dizendo: "Peço que fique consignado nos anais do sindicato e na pasta de correspondência meu total repúdio a este ato contra a imprensa".
A jornalista Arlete Costa e Silva, também se manifestou a respeito desse ato: "Sou jornalista e não me sinto representada por esse ato, decidido sem consultar a categoria. Depois de tantos documentos, contratos, provas, dinheiro na cueca, na meia, nas gavetas, o que quer o sindicato? Conclamar pela volta da censura à mídia?".
Pensando bem, Lula acabou dando um tiro no próprio pé. Porque conseguiu unir toda a mídia contra ele.
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