O trabalho informal não oferece nenhum tipo de garantia ao
trabalhador. É mais conhecido como trabalho por conta própria e sem carteira
assinada.
Foram geradas 1,1 milhão de vagas no terceiro trimestre,
em relação aos três meses até junho. Desse total, 402 mil são trabalhadores por
conta própria, 288 mil funcionários sem carteira e 191 empregados do setor público.
Na contramão, o setor privado com carteira assinada perdeu 31 mil postos de
trabalho no período. Isso quer dizer que a indústria e comércio continuam
demitindo.
O trabalho informal é uma saída desesperada para quem não
consegue se reinserir no mercado de trabalho, após várias tentativas. Com base
nesses dados citados acima, a queda na taxa de desemprego é uma obra de ficção
do governo federal.
Por força das crises econômicas e da substituição do
trabalho humano por máquinas, o
aumento do desemprego formal fez com que mais pessoas se tornassem
trabalhadoras de rua (camelos), sem garantias como férias, décimo terceiro
salário, hora extra remunerada, FGTS, licenças maternidade e paternidade e
seguro-desemprego. A queda no consumo que se dá por via do aumento do
desemprego formal, também contribui para que o emprego com vínculo empregatício
diminua.
Os sinais tímidos da recuperação da economia brasileira,
ainda não se faz sentir na vida do trabalhador, porque o empregador está
preferindo o emprego das máquinas que não tem encargos sociais ao trabalho
formal humano que implica encargos sociais, assim como: férias, décimo terceiro
salário, hora extra remunerada, FGTS, licenças maternidade e paternidade e
seguro-desemprego.
Sem que haja um pacto entre o governo e a classe
empresarial, para o uso da máquina na indústria e no comércio, o emprego formal
tende a desaparecer e como consequência o que veremos é o fim do sistema
previdenciário público.
Não custa nada lembrar que na indústria automobilística,
só 5% da sua mão de obra é humana. Isso quer dizer que 95% das atividades dessa
indústria é executado por computador e robô.
O trabalhador humano está sendo transformado num fiscal ou vigia de máquinas.
O trabalhador humano está sendo transformado num fiscal ou vigia de máquinas.

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