Agora o mais triste dessa história de submissão de um povo e da sua imprensa a dois grupos políticos, é que o timonense não tem nenhuma alternativa, pois lá é tudo farinha do mesmo paneiro No município de Timon a imprensa vive amordaçada, não por uma lei de imprensa que impede o livre exercício da profissão de radialista e jornalista, mas pelo cachê pago pela prefeitura aos órgãos de imprensa e aos profissionais que militam na imprensa local. Até o ano passado, o cachê para os radialistas girava em torno de R$ 500,00.
Quando do lançamento do primeiro PAC nesse município maranhense, o mais pobre da Federação, foi formado um pool de emissoras de rádio, das que recebiam ou recebem o cala boca para dizer sempre amém. Lá em Timon, a unanimidade pode até ser comprada, mais não é burra, porque para calar ou elogiar, recebe alguns trocados, o que contraria o pensamento do jornalista e dramaturgo pernambucano, o insuperável Nelson Rodrigues, que do alto da sua genialidade, disse certa vez que toda unanimidade é burra.
Mas Timon é um caso sem jeito, porque não adianta querer remar contra correnteza, porque lá à oposição é semelhante à situação e a cultura é a mesma. Os políticos em Timon, via de regra, são analfabetos, mas espertos o suficiente para arrumarem as suas vidas, bastando apenas conquistar um mandato. Um eufemismo naturalmente, para não dizer que lá se compra mandato, como se compra uma dentadura junto ao protético.
Enquanto o povo de Timon vive no maior misere, a prefeita Socorro Waquim faz turismo na Europa. Mas para os seus munícipes ela vai ao velho continente atendendo a um convite de uma entidade internacional, para falar sobre mobilidade humana. Se pelo menos fosse para falar sobre pobreza extrema e miséria, índices nos quais o seu município é penta campeão, faria algum sentido.
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