Quando falo algumas verdades inconvenientes, ao invés de agredir a consciência dos piauienses, agrido a vaidade de um povo que ainda chafurda no subdesenvolvimento A obra de construção do portão de acesso à Universidade Federal do Piauí (UFPI) no bairro Ininga em Teresina, pelo tamanho e suntuosidade dessa obra, ao ser concluído poderá muito bem ser comparado ao Portão de Brandeumburgo, que fica na Alemanha, está causando sérios transtornos para os moradores desse, onde está localizada essa universidade.
O dinheiro que está sendo gasto com a construção dessa obra gigantesca, que ao ser concluída, só servirá mesmo para inflar o ego do reitor Luís Júnior (porque o seu nome deverá constar da placa alusiva a sua inauguração), já bastante grande, deveria ser usado na aquisição de mais equipamentos de robótica e informática para uma universidade que em matéria de equipamentos perde de goleada até para a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que fica localizada no interior do estado da Paraíba.
É óbvio que uma universidade trabalha com verbas específicas, mas não seria o caso do magnífico reitor, ao invés de brigar por verbas para a construção daquela muralha, lutar para conseguir dinheiro para fomentar as pesquisas?
Por essas e outras é que a região Nordeste, continua amargando os piores lugares em tudo, devido à visão míope e equivocada dos nossos gestores, que por pura vaidade, priorizam o acessório, deixando de lado o principal. E como esta região tem pouco peso político, ela só recebe, mal e porcamente, verbas insuficientes para começar e não concluir num mesmo governo uma obra. O Hospital Universitário (HU) serve como exemplo, pois deveria ter sido priorizada pelo do governo federal, num estado onde se pratica uma medicina de excelente qualidade (não por obra dos governos, mas da iniciativa privada), mas o governo Lula vai acabar e esse hospital ainda vai ficar dependendo do próximo governo para ser concluído. Se for!
A propósito: o reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), o professor Luís júnior deveria ser questionado quanto à contribuição dessa instituição para o desenvolvimento científico e tecnológico do estado do Piauí. No campo da saúde a medicina fala por si mesma. Já no campo da educação os resultados não são dos mais promissores. No campo da robótica e da informática, o Piauí ainda está engatinhando.
A imprensa piauiense de um modo geral, se preocupa muito mais em agradar aos poderosos, por motivos óbvios, do que em se preocupar em questionar o desenvolvimento do estado. O Piauí continua sendo um dos maiores exportadores de mão de obra não especializada. Muitos piauienses continuam trabalhando em condições semelhantes aos dos escravos.
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