sexta-feira, 21 de maio de 2010

O PT do Piauí não merece o poder

Enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) no estado do Maranhão, resiste bravamente ao poder da família Sarney e alguns entreguistas desse partido, liderados pelo suplente de deputado federal Washington Luís e o grupo da deputada estadual Helena Hiluy, no estado do Piauí o PT caminha para o matadouro, assim como um gado manso, que ignora o triste destino que lhe aguarda, porque o dono desse partido no Estado, o ex-governador Wellington Dias e os seus serviçais, resolveram abdicar do direito de continuar no poder ou de brigar por ele. Até a semana passada ainda existia algum foco de resistência a essa idéia absurda do PT piauiense ser rebaixado à humilhante condição de figurante, mas hoje não existe mais.

Hoje pela manhã, ao assistir ao programa Notícia da Manhã da TV Cidade Verde, me deparei com o deputado estadual Cícero Magalhães (PT), sendo entrevistado, digo, fazendo campanha pela rendição incondicional do Partido dos Trabalhadores ao projeto político do ex-governador Wellington Dias, que pensa se eleger senador e também a sua esposa. Um projeto pessoal e familiar desse político, que e a cada dia vem se revelando um político pouco hábil.

O ex-governador petista quis armar para cima do governador Wilson Martins, que vem demonstrado ao longo dos últimos meses, ser de fato e de direito um líder. A começar pela sua não aceitação, do que queria lhe impor o ex-governador Wellington Dias, à sua renúncia para que ele pudesse indicar um nome da sua preferência, como candidato daquilo que se convencionou chamar de base aliada. Uma proposta indecente, porque só um idiota poderia renunciar ao cargo de vice-governador, para que não pudesse assumir o governo do Estado, com a renúncia do petista. Naquele momento, se alguém julgava Wilson Martins um político fraco, pusilânime e manipulável, caiu do cavalo, com se diz na gíria.

O deputado Cícero Magalhães deverá voltar para detrás do balcão ao término do seu mandato, um lugar de onde nunca deveria ter saído, porque a sua eleição não contribuiu para que os trabalhadores piuaienses melhorassem as suas condições de vida. Ele é o tipo de pessoa de origem muito pobre, assim como o seu companheiro de partido João de Deus, que ao chegarem ao poder, esqueceram as suas origens e os seus passados de gente que veio lá da roça. João de Deus, depois de eleito vereador e deputado estadual, nunca mais defendeu os interesses da classe que pobre, que lhe permitiu chegar aonde chegou.

O pobre quando melhora de vida ou ascede socialmente, via de regra, acaba esquecendo as suas raízes e prefere a companhia dos ricos e poderosos.

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