segunda-feira, 17 de maio de 2010

O PT, Quem Diria, Acabou no Maranhão


A relação promíscua que o Partido dos Trabalhadores (PT), passou a manter com partidos que antes condenava, não poderia levá-lo a outro destino - que não fosse ao do descrédito e da desonra.

Um partido que hoje confunde a sua história com a de personalidades, como Paulo Maluf, Fernando Collor de Mello, José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Ciro Gomes e Antony Garotinho, não poderia ter outro fim.

A história do PT às vezes se confunde com a peça da qual me inspirei para dar titulo a este texto, que é Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá, uma trama que começa como comédia e termina como tragédia, pois ela desemboca na crueldade e na amargura da relação entre os dois personagens. Já a história do Partido dos Trabalhadores, começa como um dramalhão e termina como farsa. Ópera-Bufa, talvez seja o termo que melhor defina a história do PT, só que o destino do PT, além de cômico, ao contrário da ópera bufa, será trágico.

Quem como eu vi o PT nascer, nos sindicatos (no ABCD paulista), na Usina Nuclear Almirante Álvaro Alberto (usinas Angra I e II), na Ação católica Operária (ACO), na Federação das Favelas do Rio de Janeiro (Faferj), na Associação dos Moradores do Bairro das Laranjeiras (AMAL), na Associação dos Moradores de Lídice (AMAL II - no município de Rio Claro -RJ) e nas Comunidades Eclesiais de Base (CBEs); hoje ao presenciar essa verdadeira onda de entreguismo patrocinada por petistas oportunistas, carreiristas e sem um passado de luta, não posso ficar calado, alheio e aceitar passivamente esse show de descaramento.

Tomando como base o estado do Piauí, logo me ocorre uma pergunta que insiste em não querer calar: quais são petistas piauienses que hoje pintam de petista de primeira hora, que em algum momento tiveram que enfrentar a repressão? Nenhum! Nem o exílio voluntário alguns deles foi forçado a recorrer, assim com Caetano, Jorge Mautner e Gil, tiveram a coragem de fazê-lo. Insisto: nenhum! São todos integrantes da elite caviar, da esquerda de butique ou esquerda festiva. Do tipo que andava vestido de calça Lee, calçando tênis All Star e que nos bares da vida faziam a "revolução." Hoje eles só usam anéis de tucum.

Eu como sou um pessimista e fatalista juramentado, como dizia o personagem Odorico Paraguaçú, uma criação de Dias Gomes, vivido pelo saudoso Paulo Gracindo, nada me surpreende, mas continuo me indignando com a desfaçatez e a dissimulação.

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