terça-feira, 25 de maio de 2010

Zeca Baleiro: um maranhense gente boa pra caramba e sem frescura

Show do cantor maranhense atraiu milhares de pessoas para o Parque da Uva

Muito simpático esse Zeca Baleiro. Descolado, cheio de ginga e com uma originalidade musical que compõe frases do tipo: “o maior desejo da boca é o beijo”, “lugar de ser feliz não é supermercado”, “nada vem de graça, nem o pão, nem a cachaça”, o show dele é uma festa.

Play list

O ‘play list’ do cantor, que faz uma mistura de música brasileira folclórica, samba, ritmos eletrônicos, pop, rock, é composto de tudo um pouco da sua carreira. De “Mamãe Oxum”, do primeiro álbum “Por Onde Andará Stephen Fry?”, de 1997, até “Alma Não Tem Cor”, do volume 1 do último “O Coração do Homem Bomba”. Esta, aliás, não é uma composição sua e, sim, de André Abujamra, do repertório da banda Karnak, e incrivelmente executada por Zeca Baleiro e banda. Um dos maiores sucessos também não falta: “Telegrama” levanta a galera e vira coro.

Em um momento do show, sem retorno, anunciou que ia começar de novo a música. Sem estresse, sem frescura. Os músicos de primeira linha enchem o palco de energia, curtem o que estão fazendo.

Toca Raul

Cantou também “Toca Raul”. Essa foi composta por motivos óbvios. Com ele também acontecia de alguém gritar lá do meio da plateia o “bordão” ‘Toca Raul’ e Baleiro acabou fazendo uma música sobre essa “seita”. Diz um trecho da letra: “...Essa balada-quase-rock com pitadas de forró / E nenhum sentimento blue / Pra nunca mais ter que ouvir / Alguém gritar e pedir: -Toca raul! / Por isso eu paro penso reflito / Como é poderoso esse raulzito / Puxa vida esse cara é mesmo um mito...”

E ainda num momento brega, tirou Wando da manga: “Você é luz, é raio, estrela e luar...”. Essa todo mundo sabe, até quem não conhece o Zeca.

Também interagiu com o público: “a gente já tocou aqui na Festa da Uva, em um dia que estava chovendo muito”. Falou também que gosta muito de tocar na Virada Cultural, o que tem feito nos últimos anos, e que apoia o evento.

Voltou para um bis, encerrou o show e saiu pelos fundos do palco direto para a van que o aguardava do lado de fora com os dois filhos, de 10 e 12 anos, segundo a produtora.

Mas ele não conseguiu ir embora. Parou para dar autógrafo e tirar fotos com fãs. Entrou e saiu do veículo várias vezes, cada hora para atender um grupo diferente que chegava, inclusive uma moça que estava em uma cadeira de rodas. Sempre com um sorriso no rosto.

Fervorosa

A artesã Letícia Martins, 31 anos, uma das fãs mais fervorosas, abraçou o cantor algumas vezes, fez declarações de amor e ficou emocionada: “Estou com as pernas bambas. Eu amo o Zeca, sei tudo dele desde quando começou e até fui conhecer o Maranhão pra ver o lugar onde ele nasceu”, revelou.

Também entrei no clima tiete. Pedi para alguém tirar uma foto minha com ele. E, já que não deu entrevista no final, aproveitei no abraço do retrato e emendei uma pergunta básica: “foi bom o show?”. E ele: “Ótimo. Público legal ‘pra’ caramba. Esquentamos o frio”. E foi-se embora na madrugada gelada. Simpático mesmo esse Zeca Baleiro. (Sara Silva - para o EPTV.com)

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