terça-feira, 30 de novembro de 2010

Zona do Euro preocupa mercado após queda no preço do petróleo

Os preços do petróleo retrocederam nesta terça-feira em Londres e Nova York, um dia após uma forte alta, afetados pelos temores dos investidores sobre a crise orçamentária que parece agravar-se na zona do euro.

Na Nymex (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), o barril do tipo Texas ("light sweet crude") para entrega em janeiro terminou em US$ 84,11, uma queda de US$ 1,62 em relação a segunda-feira.
O WTI apagou assim grande parte dos lucros de segunda-feira (US$ 1,97), obtidos em reação a tensões geopolíticas na península coreana e no Oriente Médio.

Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento perdeu US$ 1,42, a US$ 85,92.
"Os temores sobre o plano de resgate da Irlanda, com a atenção do mercado agora centrada na Espanha, provoca uma aversão generalizada ao risco, afetando os preços do petróleo", observou Matt Smith, da Summit Energy.

"Constata-se apenas uma pressão de vendas sobre o petróleo devido ao pessimismo geral dos mercados, o que não surpreende, dadas as más notícias [que se multiplicam]", acrescentou.

Entretanto, segundo o analista, "não há nenhuma razão para vender abaixo dos US$ 80" o barril, devido à evolução da demanda petrolífera mundial, o que permite que os preços da energia se mantenham relativamente bem.

Longe de acalmar os mercados, a aprovação de um plano de ajuda à Irlanda no domingo aumentou os temores de que a crise da dívida se propague principalmente à Espanha e Portugal. O euro, por sua vez, baixou nesta terça-feira de US$ 1,30 pela primeira vez desde a metade de setembro.

Um eventual agravamento da crise europeia "poderia envolver a aprovação de novas medidas de austeridade e, consequentemente, reduzir a demanda de petróleo", afirmou, por sua vez, Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Além disso, o encarecimento da moeda americana pesa fortemente sobre os preços das matérias-primas, cotadas em dólares, para os investidores munidos de outras moedas.(France Press)

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