terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Casas Bahia se expande na região Nordeste

s Casas Bahia que há muitos anos já vêm fazendo propaganda em rede nacional, em regiões onde não tem nenhuma loja, passa agora a tirar do papel o seu projeto de se expandir para estados onde ainda não têm nenhuma loja, ou onde começa a fincar os seus pés, como nos estados da Bahia e Sergipe. Isso dentro de uma visão expansionista do grupo, que começa a ser aplicada, com a inauguração de um novo centro de distribuição para a região Nordeste, localizado na Bahia, com investimento de R$ 58 milhões, numa área total de 69 mil m2, capacidade para armazenagem de 590 m3 e geração de 400 empregos diretos. As Casas Bahia que já possui centros de distribuição nos estados de SP, RJ, MG, PR, e MS. 

A fusão das Casas Bahia com o grupo Pão de Açúcar e a política de expansão desse novo grupo, como que  obrigou outras empresas desse mesmo seguimento a se juntarem, para poderem enfrentar esse novo grupo super poderoso que  colocou os pés na região Nordeste. Em razão dessa ameaça, foi que se fundiram as lojas Insinuante da Bahia, com as lojas Ricardo Eletro de Minas Gerais, que resultou na criação das lojas Máquina de Vendas, que depois incorporou as Loja City Lar de Mato Grosso, com forte presença nas regiões Morte e Nordeste.

Quem também anda de olho no mercado nordestino é o paulista Magazine Luiza, que adquiriu as Lojas Maia do estado do Rio Grande do Norte, que nos últimos anos vinha criando filiais em outros estados nordestinos.

Essa política expansionista de grupos empresariais poderosos da região Sudeste para a região Nordeste representa uma grande ameaça para as empresas locais, que se vendo asfixiada pelos tubarões, acabam sendo obrigadas a se fundirem ou vendidas para o grupo mais forte. No estado do Piauí, o Armazém Paraíba está sendo acossado pelas lojas Maquina de Venda, antiga Insinuante e o supermercado Carvalho pelos supermercados Extra, Pão de Açúcar e Bom Preço.

 O supermercado Carvalho resiste bravamente, como resistiu Mamede Paes Mendonça, que começou seus negócios em Sergipe e depois expandiu para Salvador, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Ele que chegou a ser considerado um dos maiores supermercadistas do Brasil, mas que acabou sucumbindo às investidas dos grandes grupos internacionais.

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