quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A falência (ausência) do estado permite o surgimento do estado paralelo

Matar outro ser humano já é condenável, matar um irmão, mais condenável se torna a ação do matador. Essa guerra entre as Forças Armadas e os traficantes no estado do Rio de Janeiro, não cobre de virtudes nenhum dos lados. Muito pelo contrário: revela a falência do estado brasileiro, que em algumas regiões do país, permitiu que o crime organizado o substituísse na questão da segurança e na aplicação de políticas públicas. Nas áreas dominadas pelos traficantes, são eles que fazem as leis e prestam assistência ao povo vive que abandonado e completamente desassistido pelos governos. 

Programas como o Bolsa Família, que deveriam ter um caráter emergencial, só são necessários, porque os governos falharam nas suas atribuições, não oferecendo segurança alimentar, não oferecendo segurança pública a população, não gerando emprego para a força de trabalho ociosa, não oferecendo saúde e educação de qualidade. Com um emprego digno, parte desses problemas são resolvidos.

Quem pensa que essa guerra da qual o governo federal e estadual se vangloria de terem vencido chegou ao fim, se engana, pois se trata de uma vitória parcial, que na verdade é uma verdadeira Vitória de Pirro, uma vez que a principal causa da violência no Brasil, ainda não foi atacada e vencida na sua raiz, ou seja, lá onde ela começa -, que são as condições deploráveis e subumanas em que milhões de brasileiros vivem.

Em cada estado brasileiro existem regiões como o Morro do Cruzeiro e o Morro do Alemão, a parte mais visível de um problema que permeia toda a cidade do Rio de Janeiro. Relativamente falando, porque em cada estado brasileiro, o problema da violência se apresenta com uma característica própria, de logística e até mesmo do ponto de vista geográfico, mas tendo como pano de fundo a violência.

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