quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Maranhão é Piauí: os irmãos siameses

Os estados do Maranhão e Piauí, mesmo separados do ponto de vista administrativo, uma vez que o segundo já pertenceu ao primeiro, continuam a trilhar e a compartilhar a mesma senda de desventura e desdita, sendo vistos pelo resto do país, como os estados mais pobres e miseráveis da federação. Triste sina essa, do Maranhão e do Piauí.

O Maranhão mais uma vez vai sai na frente quando o assunto é pobreza. Segundo pesquisa realizada pelo PNDA (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) que foi  divulgada no último dia 26/11, revelou que 64,6% da população maranhense vive o risco de passar fome.

O PNAD sobre segurança alimentar (2004/2009) diz que enquanto Santa Catarina, 85,2% estão dentro da faixa de segurança alimentar, no Maranhão esse “privilégio” se limita a 35,4%; metade da média nacional que é de 69,8%.

O estado do Piauí segundo o PNDA vem um pouco acima da metade média nacional, ligeiramente a frente do estado do Maranhão, com (41,4%). Esses dados aproximam ainda mais as realidades desses dois estados vizinhos, que deveriam superar os demais estados nordestinos, haja vista, as condições mais favoráveis, do ponto de vista das riquezas naturais, sobretudo, o estado do Maranhão, que como todo mundo sabe, é muito rico em se tratando de potencialidades naturais, como água, solo, vegetação e clima.

 As autoridades governamentais maranhenses, para justificarem  esses índices que depõem contra elas costumam apelar para o fato do Maranhão ter a maior população rural do Brasil e com os mesmos entraves, das populações de estados como Pará e Amazonas. Isso é explica, mas.não justifica esse estado apresentar os piores indicadores sociais do Brasil.

O estado do Piauí, que não é cortado por grandes rios, chove pouco durante o ano todo, nem justificativa tem para apresentar uma faixa de segurança alimentar tão baixa.

O estado do Maranhão vive a situação um tanto quanto paradoxal, pois na capital São Luís, existe uma elite que habita uma área nobre, onde o metro m2 - é um dos mais caros do país. Enquanto a periferia da capital maranhense, a pobreza é extrema, com indicadores sociais só comparados aos da África subsaariana.

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