Passada as eleições, no país inteiro só se discute a formação do novo governo geral e a formação das equipes dos futuros governos estaduais.
E pelo que nos é dado observar, o único governador que ousou falou em prestigiar o mérito, foi o governador reeleito do estado de Pernambuco, Eduardo Campos.
O que continua prevalecendo até aqui, é o loteamento de cargos e o corporativismo, condenado por Eduardo Campos, que defende a meritocracia.
No governo que está sendo formado por Dilma Rousseff, até aqui tem prevalecido o critério político sobre o critério técnico para a escolha da sua equipe de governo. Os nomes já confirmados e objetos de especulação por parte da imprensa - são nomes sem uma biografia que lhes de suporte técnico. Com exceção é claro, da equipe econômica.
É bom o povo brasileiro não alimentar falsas esperanças com relação ao próximo governo, porque nada indica que Dilma Rousseff tenha capacidade para montar um governo e governar com independência. Não por culpa exclusivamente sua, mas devido ao arco de alianças que foi formado para elegê-la.
O PMDB continua sendo o 'carrasco de todos os governos', desde a Nova República de José Sarney, com uma única exceção, o breve governo de Fernando Collor de Mello, que sem uma base forte de sustentação acabou antes do tempo combinado. O mesmo poderia ter acontecido com Lula, no caso mensalão, que para não viver o mesmo inferno astral de Collor de Mello, foi obrigado a buscar socorro, justo no senador amapaense José Sarney.
A presidente Dilma Rousseff presa a compromissos de toda natureza e firmados, antes mesmo de começar a campanha e durante, pouco ou quase nada ela pode fazer, cercada de verdadeiros carcarás por todos os lados. A não ser que ela promova uma ruptura com as forças do atraso, logo após assumir o governo. É o que a nação espera.
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