sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Prefeitura planeja ações para reduzir pedintes nas ruas

No período que antecede o Natal, é comum o aumento do número de pessoas em situação de rua. Já prevendo essa situação, a Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS) vai reforçar o Serviço Especializado em Abordagem Social, que identifica situações de violações de direitos, dentre as quais, trabalho infantil, mendicância, exploração sexual de crianças e adolescentes.

O serviço funciona das 8h às 24h no espaço das ruas e, para este período, o número de equipes de agentes de Proteção Social vai ser aumentado. A intenção, segundo a secretária de assistência social, Graça Amorim é tentar reduzir o número de pedintes nas ruas, principalmente do centro da cidade. “Geralmente, são pessoas que vêm de outros municípios para Teresina porque acreditam que nessa época as pessoas estão mais solidárias. Além disso, receberam o décimo terceiro salário e estão mais propensas a dar esmolas”, disse Graça Amorim.

Na região do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS II), que compreende as zonas Leste e Sudeste, foram detectadas 15 pessoas em situação de rua. Já no CREAS I, que abrange a região Norte, Sul e centro da cidade são 40 pessoas, sendo 26 de Teresina e 14 de Timon.

“O serviço da Prefeitura consiste em tentar convencer estas pessoas a voltarem para casa, apontando os riscos a que se submetem estando nas ruas e mostrando os serviços que a assistência social dispõe para cada situação, já que não se pode obrigá-las a saírem das ruas”, destaca Graça Amorim.

O CREAS detectou que a maioria dos idosos em situação de rua recebe aposentadoria ou benefício de proteção continuada. “Por conta da ociosidade, eles vão para as ruas pedir, mas poderiam estar nos centros de convivência para idosos desenvolvendo alguma atividade. Se for criança em situação de trabalho infantil, nós temos os Núcleos de Atendimento Intergeracional, os NAIs onde ele pode ser incluída socialmente. A rede é bastante extensa. Para cada situação temos um serviço”, disse a secretária.

Graça Amorim
ressalta que ao se andar pelas ruas neste período, é comum encontrar mães com crianças de colo, pedindo nas ruas, o que vai de encontro ao Estatuto da Criança e do Adolescente, já que a mãe está colocando a criança em situação de risco.

O mais importante, segundo Graça Amorim, é que as pessoas não dêem esmolas. “É interessante que as doações sejam feitas aos abrigos ou entidades que cuidam de idosos, crianças e adolescentes. Dar esmolas na rua cria um círculo vicioso e permite que crianças e idosos se submetam aos riscos que a ruas oferecem”, finaliza.

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