sábado, 4 de dezembro de 2010

Professor desenvolve equipamento para pessoas com baixa visão

O equipamento foi desenvolvido para dar suporte a estudantes e servidores com deficiência

O professor Ph.D e coordenador do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal do Maranhão ( UFMA), Evandro Guimarães, desenvolveu um equipamento que, atualmente, no mercado custa em torno de R$1.500 por apenas R$ 42, uma economia de mais de 95%. O invento visa auxiliar estudantes e servidores da Universidade que possuem baixa visão. O equipamento foi estreado hoje, em virtude do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

A primeira pessoa a utilizar o equipamento-piloto foi a servidora que é Diretora do Departamento de Recursos Humanos, Carla Gaspar, que possui apenas 25% da sua visão central, o que dificulta nas leituras, principalmente quando o assunto é ler as portarias enviadas.

O professor Evandro Guimarães explica que este é um protótipo, e serão desenvolvidos, por enquanto, mais dez destes equipamentos a fim de serem distribuídos para estudantes e servidores da UFMA, que ao todo são 114 e 17, respectivamente.

“A diferença desse equipamento para os demais é que a maioria das lupas são utilizadas em aparelhos de televisão, que utilizam emuladores e câmera de alta precisão, o que torna o equipamento muito caro e com pouco acesso para os deficientes. Um equipamento como este custa em torno de R$ 1.300 a R$ 1.500, e o que desenvolvi, por sinal muito simples, custa apenas R$ 42. O equipamento é composto por uma webcam (dessas utilizadas em computador), uma saboneteira (utilizada como base ou suporte) e dois pares de roda de carrinho de brinquedo. Inicialmente, serão distribuídos 10 desses equipamentos para servidores e estudantes com essas necessidades”, explica Evandro.

A conclusão final do produto para distribuição será de um mês e meio. Após entregue para o servidor ou estudante com baixa visão, este usará o equipamento por um mês e será, em seguida, submetido a um teste, para comprovar se está sendo ou não útil e, ainda, se está suprindo as necessidades da pessoa.

O autor do projeto explica que este equipamento poderá ser utilizado em sala de aula, com um computador portátil que tenha entrada USB. Caso o estudante não tenha, o Núcleo de Acessibilidade cederá, durante o período das aulas, um notebook, quando disponível, pois, segundo o professor Evandro, o Núcleo dispõe de apenas dois notebooks, por enquanto.

A servidora da UFMA, que é Diretora do Departamento de Recursos Humanos, Carla Gaspar, pioneira do experimento, ressalta a importância deste aparelho para seu trabalho. “Já experimentei vários tipos de lupa, como lupa régua, o que estava me causando lesão por esforço repetitivo (ler). Além disso, minha coluna doía, por uma postura inadequada, pois tinha que aproximar minha vista da tela do computador, e isso esquentava meu rosto, criando um mal estar. Com este equipamento, tenho mais conforto no trabalho que desenvolvo, tendo em vista que trabalho muito com portarias, que são documentos que possuem letras bem pequenas, e com o aparelho consigo lê-los claramente sem dificuldade ou desconforto”, contempla Carla. (UFMA)

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Um comentário:

GilsonSampaio disse...

Minha mãe, 97 anos, tem degeneração macular.
Em que condições do dia-a-dia a utilização do aparelho é viável? (Ver televisão? Leitura de livros?)
Agradeço antecipadamente.
Atenciosamente,
GilsonSampaio
Matias Barbosa-MG

ET: favor responder via email g.sampaio.mg@gmail.com