O Metro de Teresina leva que mais tempo no chão do que sobre os trilhos. Dá mais prejuízos ao estado do Piauí, do que proporciona benefícios aos seus usuários temporários. Usuários temporários, porque, como já foi dito aqui, esse metro de superfície, usa uma bitola e um trilho impróprio para esse tipo de trem, que os piauienses apelidaram de metro de Teresina. Que de metro só tem mesmo o nome.
Essa estrada de ferro com essa bitola usada para trens que transportam cargas muito pesadas, como o trem da antiga Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), hoje Estrada de Ferro Transnordestina, ao ser usado pelo Metro de Teresina, pode sim sair com facilidade dos trilhos, porque o metro é um trem que transporta uma carga leve se comparada aos trens de cargas. Isso qualquer engenheiro ferroviário sabe disso.
A adaptação feita nesse trecho dessa estrada, não oferece a segurança que uma linha feita exclusivamente para trens que transportam passageiros. A solução mais sensata a ser adotada pelo governador é suspender em definitivo a circulação desse trem, como uma forma de evitar uma tragédia anunciada.
O projeto desse trem foi mais uma vaidade do político Alberto Silva, que queira entrar para a história do seu estado, como o idealizador e construtor do Metro de Teresina. A idéia é boa, mas para construir uma linha de metro e adquirir trens, são necessários grandes investimentos, o que o estado do Piauí, nunca teve. A idéia e o sonho de Alberto Silva até merecem aplausos, mas não basta ter só bons sonhos, é preciso também ser bastante realista e ter os pés no chão.
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