terça-feira, 15 de novembro de 2011

Já elegemos um pardo, falta agora nós elegermos um negro


Os EUA, um país sabidamente racista, elegeu um presidente negro, antes do Brasil, um país que se vangloria de ser uma democracia racial.

Como tudo neste país não pode ser levado a sério, essa história de democracia racial, é óbvio que não passa de uma simples falácia; uma fantasia organizada, que as elites usam para encobrir a verdadeira realidade existente.

No Brasil, a única área onde o negro se destaca é no futebol e outras modalidades de esporte, que para ser praticado, não é preciso usar da inteligência, bastando apenas ter habilidade para a sua pratica. O que qualquer jovem negro e pobre consegue, só precisando praticar praticar e praticar.

No Pan do México, o Brasil não conseguiu superar nem mesmo Cuba, um país minúsculo, mas que apesar de ser uma ditadura, setores como educação e saúde, são levados muito a sério.

Qualquer outro esporte que exija tirocínio ou um quociente de inteligência (QI) médio, o negro brasileiro não consegue se destacar, porque o negro brasileiro ainda permanece na senzala, não tendo nenhum tipo de oportunidade, como o acesso a uma escola de qualidade e um emprego digno, o que só se consegue com muitos anos de estudo.

O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, só chegou aonde chegou, porque nasceu e cresceu num país, onde a democracia racial não é plena, mas onde todas as raças podem aspirar à ascensão social. A presidenta da Xerox Corporation, Úrsula Burns é outro bom exemplo, do que um norte-americano, negro, hispânico, oriental ou mulçumano possa chegar - desde que estudem muito e alimentem o sonho amreciano.

Barack Obama é graduado em Ciências Políticas pela Universidade de Columbia de Nova York e em Direito pela Universidade de Harvard. Após a conclusão dos seus estudos formais, Obama trabalhou como líder comunitário, advogado na defesa de direitos civis e como professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.

O negro para competir em qualquer área nos EUA, tem que ser melhor do que o branco. Consciente dessa realidade é que o negro americano caminha para se igualar ou até mesmo superar o branco, como já vem acontecendo em diversas áreas.

Enquanto que no Brasil o negro só agora começa a despertar para essa consciência, como mais de 100 anos de atraso. O negro brasileiro só atinge o posto de general, só na banda de música, que não é das Forças Armadas e Almirante Negro, só no samba imortalizado pelos compositores Aldir Blanc e João Bosco. Brigadeiro negro no Brasil, só mesmo doce feito de chocolate, que é marrom.

E pasmem! Segundo pesquisa recente, no Brasil 56% da sua população é formada de negros e pardos. O que significa dizer, que os negros e os pardos continuam trabalhando para que o poder continue nas mãos daqueles que desde a fundação deste país, são os donos dos nossos destinos.

Ao negro brasileiro ainda falta muito para atingir o nível de desenvolvimento intelectual do negro norte-americano. Ainda nos falta também, consciência política e vontade para invertermos o jogo.

Mas o nossor principal problema continua sendo, o fato de muitos negros não se reconhecerem como negros. O ex-jogador Ronaldo Fenômeno, que tem o cabelo pixaim, não se reconhece como tal.  

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