por Rodrigo Viga Gaier
(REUTERS)
A taxa de desemprego no Brasil fechou 2012 no seu menor nível histórico, ao mesmo tempo em que a renda do trabalhador acumulou ganhos no ano.
A taxa de desemprego no Brasil fechou 2012 no seu menor nível histórico, ao mesmo tempo em que a renda do trabalhador acumulou ganhos no ano.
Em dezembro, o desemprego brasileiro caiu
para 4,6 por cento, ante 4,9 por cento em novembro, desbancando o recorde
anterior de 4,7 por cento atingido em dezembro de 2011, informou o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
O número de agora, no entanto, veio um
pouco acima do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters mostrou que, pela
mediana das previsões de 27 analistas consultados, a taxa recuaria para 4,4 por
cento. As estimativas variaram de 4,0 a 4,9 por cento.
O IBGE informou ainda que, em 2012, a taxa
média de desemprego ficou em 5,5 por cento, também recorde de baixa na série
histórica iniciada em março de 2002. O resultado veio mesmo após o pior ano de
geração de emprego formal em uma década, com 1,3 milhão de novos postos de
trabalho em 2012.
O IBGE informou também que o rendimento
médio da população ocupada caiu 0,9 por cento em dezembro ante novembro, mas
subiu 3,2 por cento sobre dezembro de 2011, atingindo 1.805 reais.
Já a população ocupada recuou 0,1 por cento
em dezembro na comparação com novembro, crescendo 3,1 por cento ante o mesmo
período do ano anterior, totalizando 23,437 milhões de pessoas nas seis regiões
metropolitanas avaliadas.
A população desocupada chegou a 1,136
milhão de pessoas no mês passado, queda de 6,0 por cento ante novembro, e alta
de 0,2 por cento sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados
temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado
de trabalho.
Entre dezembro e novembro, acrescentou o
IBGE, os setores que mais contrataram foram o de Comércio, com alta de 3,3 por
cento (143 mil pessoas), e Outros serviços, com avanço de 1,6 por cento (67 mil
pessoas).
Na outra ponta, destaque para os setores de
Construção, com queda de 3,4 por cento nas contratações (-64 mil pessoas), e
Educação, saúde e administração pública, com perda de 2 por cento (-77 mil
pessoas).
O baixo nível de desemprego e a renda em
alta ajudaram a sustentar a demanda dos consumidores e a evitar um desempenho
pior da economia no ano passado. A economia brasileira deve ter crescido menos
de 1 por cento em 2012 de acordo com economistas.
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