Muito se comentou durante o funcionamento
da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), criada nas duas casas que
formam o Congresso Nacional, para investigar o envolvimento do banqueiro do
jogo do bicho, Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira como
parlamentares e autoridades do governo federal e estaduais, sobre a existência
de um acordo de cavalheiros, firmado entre os partidos da base aliada do governo
Dilma Rousseff e de oposição, no sentido de se protegerem mutuamente.
Mas o que antes se situava apenas no
campo da especulação, suposição, agora veio à tona, com alguns parlamentares
que representam a tropa de choque do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), passando
a cobrar abertamente reciprocidade do PSDB, que teve o seu governador Marconi Perillo,
salvo pelos peemedebistas que participaram da CPMI do Cachoeira.
Um dirigente do PMDB revelou ao blog
do Camorotti, que o apoio de Renan Calheiros foi fundamental para blindar o
governador goiano na CPMI do cachoeira. Na ocasião, segundo esse blog do G1,
Renan teria garantido ao próprio Perillo apoio para evitar o
indiciamento do governador tucano.
É assim que funciona a política brasileira: na hora “h”, os
parlamentares se salvam mutuamente.
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