segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ser brasileiro não é motivo de júbilo

"Nação que deve ser motivo de orgulho para os seus filhos é aquela que lhes garante cidadania plena, que não permite que a violência se torne um instrumento de poder e assegure a todos os seus filhos educação fundamental de qualidade". (Tomazia Arouche)   

Quando afirmo, que o Brasil não é um país sério, o faço por dever de oficio, mas confesso que não sinto nenhuma satisfação em reforçar esse sentimento nada nobre que permeia, infelizmente, toda à sociedade brasileira. Muito pelo contrário, isso me constrange profundamente, porque o que eu gostaria mesmo era de poder me ufanar de ser um brasileiro movido por um orgulho genuíno, próprio de quem nasce num país cujos dirigentes trabalham pela elevação e pelo crescimento moral e espiritual do seu povo.

Mas como ufanar-me de um país, onde um número expressivo dos seus lideres, são pessoas que tem folha-corrida com antecedentes criminais? Como se regozijar-se de um país, onde políticos que pretendem assumir os mais altos postos na hierarquia política já foram obrigados a renunciarem a importantes cargos no Poder Legislativo, por quebra de decoro parlamentar? Como jactar-se de políticos que ao se lançarem candidatos a presidência de uma das casas do Congresso Nacional, a imprensa passa a denunciar atos que depõem contra os candidatos? Por essas e outras é que o Brasil, a cada dia que passa, mais cai no ridículo e core de opróbrio a naca brasileira.

Mas embora, alguns setores da sociedade brasileira esbocem uma reação contra políticos - que não merecem liderar este país, mesmo assim, eles insistem em fazer prevalecer às suas vontades e vaidades sobre o desejo popular, que os repudia.

Até quando o povo vai continuar aceitando passivamente a esse achincalhe, a essa submissão a políticos inescrupulosos, que enxovalham este país? Eu particularmente não consigo alimentar nenhum tipo de esperança, com relação a uma faxina moral no Brasil. Através do voto, impensável.

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