O major do Batalhão de
Operações Especiais (BOE), Cleberson Braida Bastianello, durante coletiva à
imprensa, no ginásio do Centro Desportivo Municipal (CDM), confirmou a morte de
245 pessoas no incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria,
na madrugada deste domingo.
Todos os corpos foram retirados da boate e a identificação prévia das vítimas foi concluída.
Segundo Bastianello, o número de feridos hospitalizados na cidade é de 48 pessoas. As autoridades ainda não têm como precisar o estado de saúde de todos.
Os corpos estão no ginásio do CDM. Outras seis vítimas que não resistiram e morreram nos hospitais da cidade devem ser encaminhadas ao ginásio. Os familiares serão levados até as vítimas por ordem de chegada.
— Após essa identificação, o corpo será liberado para aquele familiar depois de um procedimento padrão e os corpos deverão ser levados para sepultamento — afirmou Bastianello.
Os familiares devem procurar a entrada do CDM no cruzamento das ruas Appel e Tuiuti.
No ginásio
do CDM, há um Comitê Gestor da Crise que foi instalado no local e que tem dado
apoio aos familiares. Centenas de amigos, pais e familiares estão no local em
busca de informações. O procedimento, segundo o Instituto Geral de Perícias
(IGP), é que as famílias se dirijam até o CDM, pela entrada lateral da Rua
Tuiti, e lá procurem a polícia e se identifiquem. A Polícia Civil tem
cadastrado os familiares e a previsão é que em uma hora, o IGP libere a entrada
dos familiares no CDM. No entanto, ainda não há previsão de o horário da
divulgação da relação dos nomes dos mortos.
Michele Schneid, 22 anos, que trabalhava no caixa da boate Kiss diz que, no momento do incêndio, haveria uma equipe de 23 funcionários trabalhando no local. Ela conta que as pessoas começaram a gritar "fogo" e foi intensa a correria para se abrigar nos banheiros da boate.
_ Eu escutei as pessoas gritarem 'fogo' e foi uma correria. Muita gente correu para os banheiros e acabou morrendo asfixiada _ relata a sobrevivente.
Michele Schneid, 22 anos, que trabalhava no caixa da boate Kiss diz que, no momento do incêndio, haveria uma equipe de 23 funcionários trabalhando no local. Ela conta que as pessoas começaram a gritar "fogo" e foi intensa a correria para se abrigar nos banheiros da boate.
_ Eu escutei as pessoas gritarem 'fogo' e foi uma correria. Muita gente correu para os banheiros e acabou morrendo asfixiada _ relata a sobrevivente.
Na tentativa de identificar os nomes, o Instituto Geral de
Perícias (IGP) tem colocado documentos de identificação — como identidade,
carteira nacional de habilitação, entre outros — e celulares foram colocados
nos peitos destas vítimas.
De acordo com relatos de
servidores do IGP, muitos telefones dos mortos no ginásio tocam sem parar.
O primeiro caminhão, por volta das 7h20min, levou pelo menos 77 corpos, no Centro Desportivo Municipal (CDM). Até o momento, famílias que estão no local estão sendo encaminhadas para o portão lateral do CDM, que fica na Rua Tuiti. Inicialmente, a perícia fará a identificação dos mortos que estavam com documentos de identificação (como identificação, carteira nacional de habilitação, entre outros). Em um segundo momento, o IGP deve fazer o reconhecimento daqueles corpos que não tenham identificação. Para isso, deve ser solicitada a ajuda de familiares e amigos no reconhecimento dos corpos.
Ainda no decorrer desta manhã, o
IGP deve divulgar uma lista com a relação de vítimas que estão no CDM.

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