sábado, 16 de fevereiro de 2013

A vida simples é rica em plenitude

por Tomazia Arouche

Eu não invejo a vida dos ricos e poderosos, porque são vidas artificiais. Vidas consumidas pelo medo de perder o já conquistado; o que os impede de serem verdadeiros e inteiros numa relação. Qualquer que seja a relação: de amizade e amorosa, porque eles estão sempre com o pé atrás, ou seja, pensando sempre que as pessoas que gravitam ao seu redor são falsas e interesseiras. Já o pobre ou a pessoa de vida mediana, esse quando se envolve numa relação, se coloca inteiro, o que acaba realizando e preenchendo plenamente o outro. O rico e poderoso até quando está fazendo amor, tem a sua mente invadida e dividida entre o prazer e a perspectiva de um grande negócio ou o medo de perder algum dinheiro numa transação comercial mal sucedida. Tem gente que prefere ser rico e poderoso. Eu prefiro ser feliz, com o que me basta, realiza e completa. Muitos homens de negócios fazem uso de Viagra, mesmo sem sofrerem de disfunção erétil, só para que na hora “H” não sofram um apagão, que às vezes acontece em função de um pensamento estranho a relação sexual.    

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