segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Eduardo Campos representa a maior ameaça ao futuro político de Dilma

Aliado dos petistas desde a primeira candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, em 1989, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é visto hoje no PT como a grande ameaça ao projeto de poder do partido. Nem a presidente Dilma Rousseff conseguiu arrancar de Campos a garantia de que ele não vai disputar o Planalto no ano que vem. Indagado sobre suas pretensões, o governador disse à presidente que é aliado fiel em 2013. Mas não poderia fazer promessas para 2014.

É tão grandes a preocupação do PT,  com as movimentações de Eduardo Campos,  que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi acionado a, desde já, convencer o governador de que é mais interessante abrir mão de uma disputa daqui a um ano para ter o apoio petista em 2018. "O PT não pode ficar à frente da cabeça de chapa o tempo todo. Uma hora temos de abrir mão. E acho que 2018 é um bom ano, porque a presidente Dilma Rousseff, se reeleita, poderá terminar os projetos sociais e de serviços para a nova classe média iniciados por Lula", disse o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que está deixando o cargo. Mas, acontece que PSB acha que 2018 é um ano muito distante e que até lá, muita coisa já mudou e que o momento de Eduardo Campos é agora e já.


Sarney o maior aliado de Rena Calheiros

Sarney defende sucessor Depois de ocupar a Presidência do Senado por quatro vezes, José Sarney (PMDB-AP) despediu-se do cargo com um longo e emocionado discurso no qual defendeu seu sucessor, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele ignorou os escândalos ocorridos no período em que esteve no posto, como o caso dos atos secretos, em que decisões não eram publicadas no Diário Oficial da União. Ao falar de Renan, Sarney afirmou que a escolha do correligionário para o comando do Senado reitera o processo democrático. "Sua eleição a presidente da Casa mostra a confiança de seus pares, e nos dá a garantia de um mandato em que o Senado Federal seguirá seu caminho de transparência e equilíbrio democrático." Sarney ignorou as denúncias de desvio de dinheiro e falsificação de documentos contra Renan, referindo-se a ele como "uma das mais expressivas lideranças de nosso partido, (à) um legislador criterioso, com importantes iniciativas, (à) um articulador hábil e um poderoso formador de consensos."

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