Aliado dos petistas desde a primeira candidatura de Luiz Inácio
Lula da Silva, em 1989, o governador de Pernambuco e presidente nacional do
PSB, Eduardo Campos, é visto hoje no PT como a grande ameaça ao projeto de
poder do partido. Nem a presidente Dilma Rousseff conseguiu arrancar de Campos
a garantia de que ele não vai disputar o Planalto no ano que vem. Indagado
sobre suas pretensões, o governador disse à presidente que é aliado fiel em
2013. Mas não poderia fazer promessas para 2014.
Sarney o maior aliado de Rena Calheiros
É tão grandes a preocupação do PT, com as
movimentações de Eduardo Campos, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva foi acionado a, desde já, convencer o governador de que é mais
interessante abrir mão de uma disputa daqui a um ano para ter o
apoio petista em 2018. "O PT não pode ficar à frente da cabeça de chapa o
tempo todo. Uma hora temos de abrir mão. E acho que 2018 é um bom ano, porque a
presidente Dilma Rousseff, se reeleita, poderá terminar os projetos sociais e
de serviços para a nova classe média iniciados por Lula", disse o
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), que está deixando o cargo. Mas, acontece que PSB acha que 2018 é um ano muito distante e que até lá, muita coisa já mudou e que o momento de Eduardo Campos é agora e já.
Sarney o maior aliado de Rena Calheiros
Sarney defende sucessor Depois de ocupar a Presidência do
Senado por quatro vezes, José Sarney (PMDB-AP) despediu-se do cargo com um
longo e emocionado discurso no qual defendeu seu sucessor, Renan Calheiros
(PMDB-AL). Ele ignorou os escândalos ocorridos no período em que esteve no
posto, como o caso dos atos secretos, em que decisões não eram publicadas no
Diário Oficial da União. Ao falar de Renan, Sarney afirmou que a escolha do
correligionário para o comando do Senado reitera o processo democrático.
"Sua eleição a presidente da Casa mostra a confiança de seus pares, e nos
dá a garantia de um mandato em que o Senado Federal seguirá seu caminho de
transparência e equilíbrio democrático." Sarney ignorou as denúncias de
desvio de dinheiro e falsificação de documentos contra Renan, referindo-se a
ele como "uma das mais expressivas lideranças de nosso partido, (à) um
legislador criterioso, com importantes iniciativas, (à) um articulador hábil e
um poderoso formador de consensos."
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