“Depois de dez anos no
poder, o PT gosta de se enxergar como o partido que mais contribuiu para a
redução das desigualdades no País, incluindo milhões de brasileiros à classe
média. Mas, segundo o colunista Elio Gaspari, o partido não tem mais um
discurso e deveria parar de criticar os meios de comunicação”.
No Brasil não existe a cultura de partidos longevos,
como nos EUA, onde o Partido Democrata (PD) tem 177 e o Partido Republicano
(PR) 158 anos. E são esses dois partidos que dominam a cena política
estadunidense, sem que os outros partidos exerçam alguma influência e sejam eles
usados como siglas de aluguel, como acontece cá entre nós.
Os partidos brasileiros se comparados a esses dois
partidos dos EUA, são considerados novos, todos eles com menos de 50 anos de existência.
O Partido dos Trabalhadores (PT), só tem 33 anos de criado e já esgotou o seu
discurso, porque ao ascender ao poder, não realizou nada daquilo que propunha
nos seu estatuto.
Com a perda de um discurso, que o fez ascender ao poder
central, ao Partido dos Trabalhadores (PT), só resta se reinventar, elaborando um
novo discurso, apoiado em bases bastante realistas e deixar de se assumir como
um partido, cuja bandeira de luta no passado era a defesa dos menos privilegiados,
dos excluídos, dos sem terra, dos sem tetos e dos trabalhadores em geral, porque
esse discurso não funciona mais, haja vista, o PT que emergiu do poder, não
passar de um arremedo daquilo que foi o PT original.
O PT governo é o partido da elite financeira, do grande
empresariado, dos grandes construtores, dos grande latifundiários e da elite
política, formada pelos caciques nordestinos e às oligarquias. O PT seguiu outro
rumo e abandonou antigos ideais e velhos princípios. O PT hoje é um partido irreconhecível,
porque descaracterizado.
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