O
pragmatismo do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), não lhe
permite ser fiel o tempo todo ao partido que representa o poder. Para a sigla do
vice-presidente Michel Temer abandonar o partido que chefia o poder central, basta
às suas principais lideranças perceberem através da biruta, que o vento passou a
soprar em sentido contrário, ou seja, que o poder ameaça mudar de lado.
O 'gigantismo do PMDB' representa uma séria ameaça ao Partido dos Trabalhadores (PT),
que a partir deste mês, com o PMDB elegendo ou não o presidente de Câmara
Federal, o governo ficará refém dos presidentes do Senado e da Câmara Federal,
que provavelmente serão do PMDB. A presidência da Câmara Federal ainda não está
assegurada, porque, o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) na reta final de
campanha, ameaça surpreender o candidato PMDB Henrique Eduardo Alves, que até
bem poço tempo era um candidato imbatível, mas que vem perdendo fôlego a poucos
metros da linha de chegada.
Agora
veja o tamanho do PMDB: A legenda detém a
vice-presidência da República, com Michel Temer, a presidência do Senado,
arrebatada com folga por Renan Calheiros, cinco ministérios (Agricultura,
Integração Nacional, Minas e Energia, Previdência e Turismo), cinco governos
estaduais (MA, MS, MT, RJ e RO), 18 senadores, 79 deputados federais, 152
deputados estaduais, 1.020 prefeitos e 7.964 vereadores.
Se o PMDB já era um partido muito exigente, antes mesmo de
comandar às duas casas que formam o Congresso Nacional, imagine agora, com esse
partido sendo o maior partido brasileiro, tendo o vice-presidente da república,
o presidente do Senado e provavelmente, da Câmara Federal!
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