segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O PT está cavando à sua própria sepultura ao favorecer o fortalecimento do PMDB

O pragmatismo do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), não lhe permite ser fiel o tempo todo ao partido que representa o poder. Para a sigla do vice-presidente Michel Temer abandonar o partido que chefia o poder central, basta às suas principais lideranças perceberem através da biruta, que o vento passou a soprar em sentido contrário, ou seja, que o poder ameaça mudar de lado.

O 'gigantismo do PMDB' representa uma séria ameaça ao Partido dos Trabalhadores (PT), que a partir deste mês, com o PMDB elegendo ou não o presidente de Câmara Federal, o governo ficará refém dos presidentes do Senado e da Câmara Federal, que provavelmente serão do PMDB. A presidência da Câmara Federal ainda não está assegurada, porque, o deputado federal Júlio Delgado (PSB-MG) na reta final de campanha, ameaça surpreender o candidato PMDB Henrique Eduardo Alves, que até bem poço tempo era um candidato imbatível, mas que vem perdendo fôlego a poucos metros da linha de chegada.

Agora veja o tamanho do PMDB: A legenda detém a vice-presidência da República, com Michel Temer, a presidência do Senado, arrebatada com folga por Renan Calheiros, cinco ministérios (Agricultura, Integração Nacional, Minas e Energia, Previdência e Turismo), cinco governos estaduais (MA, MS, MT, RJ e RO), 18 senadores, 79 deputados federais, 152 deputados estaduais, 1.020 prefeitos e 7.964 vereadores.

Se o PMDB já era um partido muito exigente, antes mesmo de comandar às duas casas que formam o Congresso Nacional, imagine agora, com esse partido sendo o maior partido brasileiro, tendo o vice-presidente da república, o presidente do Senado e provavelmente, da Câmara Federal!

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