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O ex-líder cubano Fidel Castro advertiu a Coreia do Norte contra a
guerra nesta sexta-feira e descreveu as atuais tensões na península coreana
como um dos "riscos graves" para o holocausto nuclear desde a crise
dos mísseis em Cuba, em 1962.
Dizendo que ele falava como um amigo, Fidel escreveu na mídia
estatal cubana que a Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, de 30 anos,
tinha mostrado ao mundo a sua capacidade técnica e agora era a hora de lembrar
os seus deveres para com os outros.
A Coreia do Norte, que juntamente com Cuba é um dos últimos países
comunistas do mundo, vem elevando a pressão ao declarar guerra à vizinha Coreia
do Sul e ameaçando encenar um ataque nuclear contra os Estados Unidos.
Poucos observadores acreditam que a nação vai realmente atacar,
mas Castro tornou-se um defensor antinuclear nos últimos anos.
"A República Popular Democrática da Coreia foi sempre cordial
com Cuba, como Cuba sempre foi e continuará a ser com ela", escreveu
Fidel, usando um tom quase paternalista.
"Agora que demonstrou seus avanços técnicos e científicos,
nós a lembramos de seus deveres para com os outros países que foram grandes
amigos e que não seria justo esquecer que essa guerra afetaria de modo especial
mais de 70 por cento da população do mundo", disse o ex-líder de 86 anos,
que transformou a Cuba em comunista depois de tomar o poder na revolução de
1959.
Castro chamou a presente situação na península coreana de
"incrível e absurda", mas disse que "tem a ver com um dos mais
graves riscos de uma guerra nuclear desde a Crise de Outubro (Crise dos Mísseis
de Cuba), 50 anos atrás".
Ele liderou Cuba no confronto de outubro de 1962, quando os
Estados Unidos e a União Soviética quase entraram em guerra sobre a colocação
de mísseis nucleares soviéticos na ilha, a 144 quilômetros ao sul da Flórida.
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