A expressão francesa “à la
carte”, que se refere à
possibilidade, no
cardápio, de escolhermos livremente o que quiser entre os vários pratos
oferecidos por um restaurante,
não se aplica somente ao ramo gastronômico. Essa expressão também pode ser empregada,
e com muita justiça, ao ramo da pesquisa eleitoral
A pesquisa a La Carte ou
ao gosto do freguês, como
queiram, é a pesquisa
contratada ou realizada com
uma finalidade, que não
seja só a de informar, mas de tentar influir num resultado. Esse tipo de
pesquisa é do tipo duvidoso porque é feita de modo a apresentar um resultado
que interessa ao contratante, quando divulgado o seu resultado.
Diferentemente da pesquisa contratada para consumo próprio, ou seja, dá
pesquisa feita para
servir como balizamento e
fornecer dados que ajudarão o marqueteiro a direcionar o seu trabalho.
Na última década, a cada
nova campanha eleitoral surgem dezenas de institutos de pesquisas que
fazem, quase que diariamente, pesquisas que mais confundem o eleitor
do que o ajudam a dirimir as suas duvidas na hora de votar.
A pesquisa acabou se
transformando num novo e atraente nicho de mercado.
Para se confiável, a
pesquisa deveria ser feita com
a presença de um auditor
fiscal eleitoral, para que
acompanhasse pare e passu
o trabalho realizado pelo pesquisador.
Eu já ouvi dizer que
certas pesquisas são feitas nos bares, assim como dizem que no passado,
certos leituristas de hidrômetro e medidor de energia elétrica, faziam o
seu trabalho de igual modo.
O que causa certa
estranheza ao distinto público e aos comentaristas e analista políticos é
a enxurrada de
pesquisas que estão sendo
feitas e a velocidade como elas são realizadas.
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