sexta-feira, 27 de junho de 2014

A exploração das mulheres e glamourização das favelas no programa de visita das autoridades estrangeiras

A passista Maria da Penha Ferreira, conhecida como Pinah, chamou a atenção do mundo pelo visual exótico e por tentar ensinar alguns passos de samba para o Príncipe Charles.

Por que será que as autoridades estrangeiras e os turistas, ao visitarem o Brasil, preferem visitar os nossos museus da miséria a céu aberto: as favelas da cidade do Rio de janeiro, Salvador e Recife? É que a miséria no seu estado natural, cruel e brutal eles não conhecem na realidade. Daí eles incluírem nos seus programas, como visita obrigatória, os nossos lugares mais miseráveis e,para eles, exóticos.

O segundo programa obrigatório das autoridades estrangeiras e dos turistas é conhecer as nossas garotas de programa, que fazem sexo com estrangeiros a preços módicos, se comparado ao comércio do sexo nos países de primeiro mundo.

E as nossas autoridades de mente colonizada colaboram para que esse tipo de turismo seja muito explorado. É que elas fazem questão de revelar, aos olhos dos estrangeiros, o Brasil através da sensualidade da mulher brasileira, ao realizarem o sonho daqueles que nos visitam  

O Brasil toda vez que recebe uma autoridade norte-americana ou européia, inclui na programação de recepção a essas autoridades, a exibição de mulatas de corpos monumentais sambando, uma maneira de sugerir a autoridade estrangeira que nos visita que o sexo neste país é fácil e as nossas mulheres são fogosas. Questão muito debatida, com razão, por militantes por questões de gênero e questões raciais.

Nos países desenvolvidos, às autoridades dos países periféricos são mostrados os museus, salões de arte e concertos de música erudita e não uma total desvalorização das mulheres dos países. Isso sim, um banho de civilidade.

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