Elio
Gaspari, O Globo/blog do Noblat
Lula tem
toda razão. Existe uma campanha de ódio contra o PT. Esqueceu-se de dizer que
existe também uma campanha de ódio do PT. Uma expôs-se no insulto à doutora
Dilma na abertura da Copa.
Argumente-se
que o grito foi típico da descortesia dos estádios. O deputado Paulo Pereira da
Silva, o Paulinho da Força, influente aliado do candidato Aécio Neves,
endossou-o durante um evento do tucanato: “O povo mandou ela para o lugar que
tinha que mandar.”
Essa é a
campanha de ódio contra o PT. Ela pode ser identificada na generalização das
acusações contra seus quadros e, sobretudo, na desqualificação de seus
eleitores. Nesse ódio, pessoas chocadas pela proteção que Lula e o partido
deram a corruptos misturam-se a demófobos que não gostam de ver “gente
diferenciada” nos aeroportos ou matriculada nas universidades públicas graças
ao sistema de cotas.
O ódio do
PT é outro, velho. Lula diz que nunca se valeu de palavrões para desqualificar
presidentes da República. Falso. Numa conversa com jornalistas, chamou o então
presidente Itamar Franco de “filho da puta” e nunca pediu desculpas.
O ódio
petista expôs-se em situações como a hostilização ao ministro Joaquim Barbosa
num bar de Brasília e na proliferação de acusações contra o candidato Aécio
Neves na internet. Se a rede for usada como posto de observação, os dois ódios
equivalem-se, e pouco há a fazer.
Lula
antevê uma campanha eleitoral “violenta”, pois a elite “está conseguindo
despertar o ódio de classes”. Manipulação astuciosa, recicla o ódio do PT,
transformando-o no ódio ao PT.
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