segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A realpolitik de Dilma Rousseff

O importante para a presidenta Dilma Rousseff é vencer aquele que se apresenta no momento como o seu principal adversário, que é o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Este que quer presidir a Câmara Federal para ter grande poder de fogo, ou seja, submeter o governo federal aos seus caprichos e vontades.

O PMDB, que apóia Eduardo Cunha, é formado pelos peemedebistas descontentes, como o atual presidente da Câmara Federal, o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que perdeu a disputa pela governo do estado do Rio Grande do Norte e atribuiu a sua derrota à falta de empenho do governo e do ex-presidente Lula. Quem também apóia Eduardo Cunha é o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) que, como presidente do diretório estadual do PMDB, permitiu que o seu partido apoiasse e desprezasse a candidatura do presidente Nacional do PMDB, o vice-presidente da república Michel Temer.

A realpolitik, que segundo Otto Von Bismarck, não dá muita importância a questões éticas, morais ou legais, quando se trata de fazer política de maneira prática é inspirada em Maquiavel.

O que a presidenta Dilma Rousseff precisa ter muito claro é que o PMDB de Eduardo Cunha não pode vencê-la, para o bem do Brasil e sobrevivência do PT.

Joachim Arouche

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