quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Petulância de Raul poderá dificultar reaproximação de Cuba com EUA


Raul Castro exigiu nesta quarta-feira (28) o fim do bloqueio dos EUA contra o seu país que começou há exatos 53 anos e disse, nessa oportunidade, que o seu país não fará nenhuma concessão política no processo de normalização das relações entre EUA e Cuba.

O comandante Raul Castro age como se os norte-americanos dependessem de Cuba para existir. Muito pelo contrário, quem precisa é seu país que vive sendo bancado pela Venezuela, um país que está à beira de um colapso político e econômico.  

Nas suas diatribes contra os EUA, o irmão de Fidel Castro, ainda não satisfeitos com as ameaças feitas contra esse país vizinho, ainda desandou a elogiar os governos da Venezuela, do Equador e da Argentina. Todos eles inimigos declarados do país governado por Barack Obama, que enfrenta muita resistência de parte do Partido Republicano e da comunidade cubana para normalizar as relações entre esses dois países.

O fim do embargo, que depende do Congresso norte-americano, com essa manifestação de Raul Castro poderá voltar à estaca zero.


Este embargo é formalmente condenado pelas Nações Unidas. A Assembléia Geral das Nações Unidas, pelo 23º ano consecutivo, votou pela condenação embargo de Cuba pelos Estados Unidos mas, como os EUA é a nação mais poderosa do mundo, essas condenações não surtiram nenhum efeito.

Essa bravatas proferidas por Raul Castro não ajudam na construção da normalização das relações entre cubanos e norte-americanos.

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