quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Lava Jato abortou projetos políticos

Em fevereiro com o fim do recesso do Poder Judiciário, o Procurador Geral da República (PGR) vai apresentar denuncia contra políticos acusados de irregularidades investigadas pela Operação Lava jato.

As acusações que pesam contra políticos de grosso coturno que alimentavam o sonho de integrar o primeiro escalão do segundo governo de Dilma Rousseff, abortaram projetos bem encaminhados, como o do atual presidente da Câmara Federal, o deputado federal Henrique Eduardo Alves que recusou categoricamente o convite que lhe foi feito pela presidenta para assumir o cargo de ministro da Integração Regional.

PT, PMDB e PP, em ordem decrescente, são os partidos com maior número de políticos envolvidos na Operação Lava Jato. Entre os peemedebistas, três nomes na cúpula do poder nacional: os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e o vice-presidente Michel Temer. As acusações publicadas até o momento também atingem quatro partidos oposicionistas – PSDB, DEM, Solidariedade e PSB. Isso é o que se pode chamar de um escândalo suprapartidário.

Eis a relação de políticos até agora citados, por partido:

PT
André Vargas (PR), ex-deputado federal, atualmente sem partido, foi cassado pelo envolvimento com o doleiro Alberto Youssef
Antônio Palocci, ex-ministro e ex-deputado federal
Cândido Vaccarezza (SP), deputado federal não reeleito
Delcídio Amaral (MS), senador
Dilma Roussef, presidente da República
Gleisi Hoffman (PR), senadora
Humberto Costa (PE), senador
João Vaccari (SP), tesoureiro do PT
Lindbergh Farias (RJ) Senador/ Paulo Roberto
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente da República
Tião Vianna (AC), governador
Vander Loubet (MS), deputado federal
PMDB
Alexandre Santos (RJ), deputado federal
Edison Lobão (MA), ex-ministro
Eduardo Cunha (RJ), deputado federal
Henrique Eduardo Alves (RN), deputado federal e atual presidente da Câmara dos Deputados
Michel Temer (SP), vice-presidente da República
Renan Calheiros (AL), senador, atual presidente do Senado
Romero Jucá (RR), senador
Roseana Sarney (MA), ex-governadora Sérgio Cabral (RJ), ex-governador
Sérgio Machado (CE), ex-senador e presidente da Transpetro
Valdir Raupp (RO), senador
PP
Ciro Nogueira (PI), senador e presidente nacional do PP  Aline Lemos Oliveira (SP), deputada federal
Benedito de Lira (AL), senador
João Pizzolati (SC), deputado federal
José Otávio Germano (RS), deputado federal
Luiz Fernando Faria (MG), deputado federal
Mário Negromonte (BA), ex-ministro e ex-deputado
Nelson Meurer (PR), deputado federal
Simão Sessim (RJ), deputado federal
PSDB
Antônio Anastasia (MG), senador eleito
José Aníbal (SP), deputado federal
Sérgio Guerra, ex-deputado e ex-presidente nacional do PSDB (falecido)
DEM
Jorge Maluly (SP), ex-deputado federal
Robson Tuma (SP), ex-deputado federal
PTB
Fernando Collor (AL), senador
Gastone Righi (SP), ex-deputado federal
PSB
Eduardo Campos (PE), ex-governador, ex-deputado federal e ex-presidente nacional do PSB (falecido)
PSDC
José Maria Eyamel, ex-deputado federal
SD
Luiz Argôlo (BA), deputado federal não reeleito

Em TemPo:


Muito desses políticos denunciados pela Operação Lava Jato com mandatos, renunciarão aos seus mandatos na medida em que o cerco for se fechando contra eles. 

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