quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Precisamos construir com urgência um pacto nacional

Fica cada vez mais evidente que não faz mais sentido buscar explicações singulares para as crises que surgem pelo mundo afora. O leitor deve se lembrar de que o México quase se desintegrou porque o seu sistema político estava superado, que a antiga URSS ruiu pelo esgotamento de um sistema político que foi esclerosado por uma estrutura burocrática que desvirtuou um sistema político nos seus primórdios vitorioso em grande parte do Leste Europeu, porque em contraposição ao sistema capitalista, pregava a construção do comunismo, uma sociedade sem classes sociais, onde o homem viveria livre das pressões do sistema capitalista que transforma o homem em coisa, em mercadoria e sujeito as leis de mercado. O Brasil caminha celeremente para uma situação semelhante a dos países citados acima.        

Assim como o México, a ex-URSS e mais recentemente a Grécia, o Brasil vive um momento particularmente difícil porque de uma hora para outra se viu mergulhado num turbilhão de escândalos e numa crise econômica e financeira que se nada for feito no sentido de livrá-lo dessa onda gigante de problemas, este país acabará sendo engolfado por uma crise sem precedente na sua história e onde todos serão vitimados.   

Diante desse momento muito complicado (complexo) da vida nacional sugiro aos nossos dirigentes e aos partidos a criação de um pacto inspirado no Pacto de Moncloa que conseguiu colocar numa mesma mesa todos os presidentes de partidos políticos, chegando a um consenso histórico sobre todos os assuntos que afetavam a Espanha e sobre todas às reformas necessárias (sendo as principais as reformas fiscal, previdenciária, jurídica e política) de maneira que prevalecesse o conteúdo que fosse de maior interesse para o país e para seus cidadãos.

Mas antes é preciso que a presidenta Dilma Rousseff busque desarmar os espíritos de modo a que todos os representantes dos partidos políticos e as autoridades governamentais se sentem em volta de uma mesa para discutir um pacto de salvação nacional.

O Brasil atravessa um momento de extrema gravidade do qual ninguém se 
salvará individualmente. Ou nos salvaremos todos ou seremos todos levados de roldão por uma crise de natureza econômico financeira, moral, ética e política. Não necessariamente nesta ordem.


Joachim Arouche

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