terça-feira, 19 de maio de 2015

A nossa classe política e a mais atrasada em todo o mundo




Nós estamos vivendo um momento muito importante da nossa história política, haja vista, o Congresso Nacional estar preparando uma reforma política, um dos maiores anseios da sociedade brasileira, que vê nessa reforma, a solução para a maioria dos nossos problemas. O fim da reeleição deverá encabeçar o projeto de reforma política, pois, segundo a opinião pública, o instituto da reeleição está na raiz de todos os problemas brasileiros.

O fim do voto obrigatório deveria vir em segundo plano, porque, o voto obrigatório não combina com democracia, mas pelo que insinua o relator desse projeto de reforma política, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) o voto obrigatório deverá continuar, porque, na opinião dos nossos parlamentares, o povo brasileiro sem a obrigação de votar não comparecerá às urnas. Uma alegação que não justifica a ausência do fim do voto obrigatório nesse projeto, porque se nas eleições passadas o eleitor votou nulo e em branco é porque ele não se sentiu representado nas duas casas do Congresso nas legislaturas anteriores.

Esse deputado piauiense poderia fazer história ao fazer constar do seu relatório o fim do voto obrigatório e ele mesmo deveria defender em plenário um projeto que entre outras coisas revelaria a nossa maturidade política e o amadurecimento da democracia brasileira.

O congressista brasileiro não está nem um pouco interessado em fazer história, mas em garantir os meios necessários para a sua reeleição. Esse é o típico caso de legislar em causa própria.

Um político em fim de carreira, como o deputado federal Marcelo Castro, deveria deixar o seu nome na história do país por ter sido o responsável pelo fim do voto obrigatório, uma verdadeira excrescência, uma prática bem característica das republiquetas de banana. Embora o Brasil seja um país de dimensão continental, no que tange à política, está mais para países da América Central do que um EUA.

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