terça-feira, 19 de maio de 2015

Um pacto impossível?



Para um país dividido e que convive desde o ano passado com uma grave crise financeira e que desaguou numa crise política, só há uma saída possível: a formação de um pacto que reúna todas as forças vivas da nação, começando pelo espectro político. Um pacto que reconcilie a nação, para que o país supere uma crise que se não for debelada a tempo, ninguém conseguirá sobreviver a ela.

Mas esse pacto capaz de reconciliar a nação consigo mesma que eu proponho, dificilmente será formado, haja vista, as forças antagônicas que estão sendo impotentes para resolver essas duas crises, mas potentes para acirrar ainda mais os ânimos e com isso piorar uma situação já bastante grave. É que se por um lado o governo e o que ainda resta da base aliada tenta sobreviver a essa terrível crise apostando na austeridade, por outro lado à oposição aposta no quanto pior melhor, para derrotar o Partido dos Trabalhadores (PT) na justiça no curto prazo ou nas urnas daqui a três anos e meio.

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), no dia 17/05 surpreendeu o país no programa Painel da Globo News ao adotar uma posição conciliadora, quase um chamamento ao bom senso, ao defender o ajuste fiscal, sem o qual este país caminhará inexoravelmente para uma situação de ingovernabilidade, qualquer que seja o partido que esteja no poder.

A presidenta Dilma Rousseff num gesto de grandeza, humildade e de amor ao povo brasileiro, deve tomar a iniciativa de convocar as forças vivas da nação: os partidos políticos, a CNBB, o MCCE, a OAB e o movimento sindical independente para juntos discutirem uma saída capaz de aclamar essa turbulência que o país está vivendo.

O governo deve convocar a nação e apresentar uma agenda para ser discutida com a sociedade. Uma agenda que reúna espíritos desarmados e dispostos a servir ao país.

O momento que o Brasil atravessa não comporta ambições pessoais, superegos e políticos salvadores da pátria, porque um projeto de salvação nacional deve reunir gregos e troianos e patriotas.
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