segunda-feira, 25 de maio de 2015

As nossas elites têm os pés na Casa Grande



As nossas elites são responsáveis pelo aumento das desigualdades sociais, principalmente nos países periféricos, onde as elites foram geradas num ambiente de verdadeiro apartheid social, onde os pobres não passam de pessoas que existem para servir incondicionalmente ao ricos e poderosos em troca de pedaços de pão e restos dos banquetes fartos daqueles que não aceitam perder privilégios e conviver com o crescimento social e econômico das camadas sociais que vem de baixo.

Nos países desenvolvidos às desigualdades sociais vem sendo reduzidas nos dois últimos séculos, porque os governos investem na criação de oportunidades iguais para todos, que se dá na forma da educação de qualidade para todos.

Países como o Brasil e o México são exemplos de países que nas últimas décadas apresentaram relativo crescimento econômico, mas sem desenvolvimento, sem que esse crescimento possibilitasse a ascensão social das camadas mais pobres da população, o que ao invés de reduzir o fosso que separa a elite econômica dos pobres, muito pelo contrário, faz subir ainda mais o muro que separa os privilegiados dos despossuídos.

O Brasil e o México diferentemente dos países da Europa que reduziram à pobreza e a distância entre ricos pobres ao privilegiarem as suas elites, fez explodir uma violência que faz com que esses dois países vivam em estado de guerra permanente.

Os programas sociais aplicados no Brasil e que deveriam funcionar como elementos do Estado do Bem Estar Social, como acontece na Europa, cá entre nós, tem um caráter clientelista, assistencialista e paternalista e são usados como moedas de troca pelo partido que está no poder para ganhar eleições. Foi assim com o programa Bolsa Escola dos governos tucanos e está sendo agora com o programa Bolsa Família dos governos petistas.   
As elites brasileiras têm os pés na casa grande e são do tipo que crescem sozinhas e vão deixando para trás os descamisados e os párias. 
Postar um comentário