terça-feira, 9 de junho de 2015

Adeus às ilusões



Com a velhice é que eu pude descobrir o quanto de ingênuo eu fui ao acreditar no outro homem.  Sobretudo no homem político, que para fazer carreira na vida pública ele ignora os preceitos morais e éticos que devem sempre nortear àqueles que se dizem imbuídos de bons propósitos para com os seus eleitores.

Durante muito tempo eu vivi iludido ao acreditar que existiam políticos em nosso país que faziam da vida pública um verdadeiro sacerdócio. Ledo engano o meu, porque o político brasileiro via de regra só quer levar vantagem e fazer da política partidária, uma profissão que num curto espaço de tempo, transforma uma pessoa pobre, num homem rico e com poder e mando.  

Agora mesmo o brasileiro assiste bestificado a um verdadeiro festival de escândalos que lançaram numa mesma vala comum, políticos do Partido dos Trabalhadores (PT), PMDB, PSB, PSDB e os nanicos PCdoB e PDT.

O PT se nivelar aos partidos tradicionais, era algo impensável antes desse partido de origem operária chegar ao poder. O era a palmatória do país, o mais ético e mais puro partido brasileiro. Um partido que enganou o eleitor deste país, a Igreja Católica e os movimentos ligados a essa igreja, como a Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), as CEBs, a JUC, a ACO e os sindicatos apoiados por bispos e leigos católicos.

Com o nivelamento por baixo dos partidos e consequentemente dos políticos, caiu à máscara de quem se julgava puro, sem macula e acima de qualquer suspeita. É que hoje até prova em contrário, todo político brasileiro é um corrupto em potencial. É óbvio que existem as raras exceções. Ainda bem, porque sem as exceções de praxe, o Brasil seria à casa grande da Mãe Joana.      

O Partido dos Trabalhadores (PT) ao completar três décadas de existência, não tem o que comemorar, porque os seus vícios e defeitos superam de longe o que de bom esse partido fez pelo país.  
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