quinta-feira, 4 de junho de 2015

Solto no oco mundo




O homem ao contrário do que pregam as religiões é um ser solto no mundo, jogado e entregue à sua própria sorte e sem poder contar com a proteção de outro, sobretudo de um ser sobrenatural capaz de mudar o rumo da sua vida como num passe de mágica. Certo hino religioso recomenda: “Segura nas mãos de Deus e vai”. Na vida real a mão estendida do sobrenatural não existe.

Em alguns casos, o homem conta com um o apoio eventual de outro homem, mas de maneira provisória e sem o compromisso de que a proteção seja permanente.

O homem é um ser individual, desde que foi parido. Ao ser jogado no oco do mundo ele tem que aprender a caminhar com as suas próprias pernas e sem muletas para apoiá-los. Quando criança, os pais tem a responsabilidade de preparar de maneira muito realista o seu filho, para viver a sua grande aventura e experiência individual, mas sem exceder na proteção ou superproteção.

Quando o filho é superprotegido pelos pais, ele nunca conseguirá adquirir a maturidade e a segurança necessárias para enfrentar um mundo sem rede de proteção, sem paraquedas, sem mascaras de oxigênio e sem boias salva vidas. A sua vida ou morte nesse teatro do absurdo, onde cada um representa o seu papel, dependerá exclusivamente de cada um.
 O ser humano é individual por natureza e diz certo pensamento que a “a superproteção desprotege” e isso é fato. Essa é uma verdade universal e inquestionável. É que o homem ao se sentir superprotegido, não ousa, não arrisca e nem assume responsabilidades, inclusive consigo próprio.

por Tomazia Arouche
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