quinta-feira, 25 de junho de 2015

Vida longa pra que?



Os países subdesenvolvidos comemoram o aumento da expectativa de vida, como uma grande conquista, porque isso revela que as pessoas estão vivendo mais, porque melhoraram os seus padrões de vida e muitas doenças foram erradicadas. Isso pode até representar um ganho muito importante se visto pela ótica do bem estar social, mas, se visto pelo ponto de vista da velhice, isso significa mais sofrimento, porque ninguém envelhece com qualidade de vida.

Dizem que com a idade avançada entramos na idade do ‘com dor’; pois a cada novo dia surge uma nova dor. É dor disso é dor daquilo e, assim vive o homem depois do 60 anos. Em suma: com a velhice a pessoa sofre mais do que vive momentos felizes.    

Em alguns países da Europa, a Eutanásia e Ortanásia já são realidades. Vamos aos conceito de eutanásia: eutanásia é um termo de origem grega (eu + thanatos) que significa boa morte ou morte sem dor. Em sentido amplo a eutanásia implica uma morte suave e indolor. No seu sentido restrito, implica o ato de terminar a vida de uma pessoa ou ajudar no seu suicídio. Agora passemos a ortotanásia: A ortotanásia, também chamada de "eutanásia passiva", consiste em aliviar o sofrimento de um doente terminal através da suspensão de tratamentos que prolongam a vida, mas não curam nem melhoram a enfermidade. Ortotanásia pode ser definida como o não prolongamento artificial do processo natural de morte, onde o médico, sem provocar diretamente a morte do indivíduo, suspende os tratamentos extraordinários que apenas trariam mais desconforto e sofrimento ao doente, sem melhorias práticas.

Nos países subdesenvolvidos o povo sequer tem o direito de cogitar da criação de leis que permitam à família e ao idoso decidir o seu próprio destino, porque a poderosa indústria farmacêutica e os grandes hospitais privados com os seus lobbies impedem qualquer iniciativa essa direção. 

A velhice no Brasil se transformou num grande nicho de mercado.

A pessoa idosa só recebe atenção e carinho dos seus parentes, quando tem uma boa aposentadoria da qual eles dependem. Para quem depende do idoso quanto mais ele viver melhor. Os idosos pobres via de regra morrem no abandono e no esquecimento nos abrigos mantidos pelo estado. O idoso bem de vida vive cercado por um mar de hipocrisia.

por Tomazia Arouche
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