segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Lula não é mais a liderança que julgava ser



A liderança de Luiz Inácio Lula da Silva deixou de me convencer a partir do momento em que ele assumiu a presidência do país e desandou a falar abobrinhas e a se contradizer, ou seja, a negar um passado sobre o qual hoje em dia recaem muitas suspeitas e ao assumir posições diametralmente opostas àquelas que defendia enquanto líder sindical. Como por exemplo, negar uma ideologia que nós militantes da esquerda julgávamos que ele seguisse.

A liderança de Lula começou a ser muito questionada por mim, a partir da leitura do livro O que sei de Lula de autoria do jornalista, escritor e comentarista político de televisão José Nêumanne Pinto. Esse escritor nesse seu livro chega a incluir Lula no rol daqueles que faziam parte do que se convencionou chamar à época de oposição consentida pelo regime militar.

O ex-presidente Lula embora ainda não tenha sido ligado diretamente aos escândalos do Mensalão e Petrolão, mas devido aos fortes indícios de que ele foi no mínimo conivente com esses escândalos, principalmente do primeiro caso, perdeu grande parte do seu capital político, porque o povo brasileiro descobriu ele está “pelado, pelado”, nu com a mão no bolso.

Lula, assim como o seu partido estão condenados ao ostracismo político, porque traíram o povo brasileiro na sua aspiração mais legitima: a construção de uma nação decente e digna para todos.

Lula e o PT no poder fizeram uma opção pela realpolitik. Uma política baseada em considerações práticas, em detrimento de noções ideológicas.  

Joachim Arouche

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