quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Apartheid social na cidade do Rio de Janeiro



Avenida Vieira Souto (o metro quadrado mais caro da América Latina)
Favela da Rocinha ( a maior favela da América Latina)

“O programa Vai que Cola” do canal fechado
Multishow satiriza essa discriminação que existe contra quem mora na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro é uma cidade dividida. De um lado os ricos e poderosos e do outro lado, os miseráveis e os excluídos. O morro e a planície simbolizam as diferenças abissais que existem entre um morador da Avenida Vieira Souto e um morador do Morro da Rocinha (Favela da Rocinha).

Esse fenômeno da cidade dividida ocorre em todas as cidades brasileiras. Se uso a cidade do Rio de Janeiro é porque nessa cidade e na cidade de São Paulo a divisão dos bem nascidos e os desvalidos saltam aos olhos.

Uma divisão que se percebe claramente, pelo preconceito dos que moram na Zona Sul e na Zona Norte. Embora a Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro seja a região onde mais se verifica a existências de morros, o morro que significa depósito de pobres, os cariocas, os moradores dos morros da Zona Sul se julgam superiores e melhores de quem mora na Zona Norte. É muito comum se ouvir na televisão um artista famoso que nasceu na Zona Norte se referir a esse lado da cidade do Rio de Janeiro como subúrbio. Ela não diz eu nasci em Cascadura, Realengo, Méier, Engenho de Dentro ou Marechal Hermes, mas no subúrbio, um lugar indefinido. Isso é um preconceito velado.

Essa divisão que se percebe sem apelar para o uso de lupa esgarça a relação entre pessoas de uma mesma cidade e a pobreza se volta contra aqueles que se encontram no topo da pirâmide. O crime organizado, a indústria do tráfico e o exército da contravenção estão tornando à vida da gente que mora no asfalto, um inferno. Os arrastões nas praias e os assaltos a condomínios de alto padrão são os sinais mais evidentes da revolta dos injustiçados contra os privilegiados.  
  
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