segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A corrupção é um dos elementos da cultura brasileira

 
Costuma-se dizer que a corrupção no Brasil foi introduzida pelos passageiros das caravelas comandadas por Pedro Alvares Cabral, o navegador português que se perdeu no caminho para as Índias e acabou dando em terras brasileiras.

Ocorre que os portugueses, para conquistarem os primitivos habitantes da terra brasilis, apelaram para a corrupção ao trocarem bugigangas, por aceitação, acolhimento e o mapa da mina.

De lá pra cá, a Lei da Vantagem ou Lei do Gerson se transformaram numa cultura que se impõe pela nossa não observância de princípios morais, éticos e pela certeza de que a impunidade acaba sempre prevalecendo. Desde, é claro, que o corruptor e o corrupto reúnam condições para contratar as melhores bancas de advocacia criminal do país.    

É voz corrente na sociedade brasileira a afirmação de que no Brasil condenação e cadeia só existe para negro, prostituta e pobre. É verdade que essa lógica cretina sofreu nos últimos tempos duas fragorosas derrotas: com os julgamentos do Mensalão e do Petrolão.

No Brasil, observando as honrosas exceções, a maioria dos nossos homens públicos não são confiáveis. Eu, por exemplo, conheço poucos homens públicos probos.

Com o aparecimento de homens como Joaquim Barbosa, Sérgio Moro, Deltan Dallagnol (foto) e Rodrigo Janot, é possível se acreditar na construção de um país minimamente decente, porque a atuação desses brasileiros, espera-se que, possa ter um efeito pedagógico. 
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