sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A nossa insegurança pública



No dia de hoje, os três podres da república brasileira estarão reunidos em Brasília (DF), para discutir segurança pública. O melhor seria discutir a nossa ‘insegurança pública’ que começa no andar de cima e espraia-se por toda nação. É que ninguém confia nos nossos “representantes”. Por andar de cima, entenda-se: os três poderes.   

O povo brasileiro anda ressabiado com a sua classe dirigente, o que se constata pelo número de votos bancos, nulos e abstenções verificados a cada nova eleição. Ouso afirmar que se o voto no Brasil fosse facultativo, a maioria dos eleitores brasileiros deixaria de votar, por desencanto com os políticos brasileiros. 

Também pudera, com o mar de lama que tomou conta do país nas últimas três décadas, o brasileiro consciente não se sente em nenhum momento motivado para praticar o exercício da cidadania - que se realiza através do voto.

No Brasil profundo e nos grotões, o eleitor não vende o seu voto, ele troca-o por uma vantagem qualquer. Uma dentadura, por exemplo. Ele pratica o toma lá dá cá na campanha eleitoral. E muitos justificam essa troca, como sendo um desencargo de consciência, ou seja, ele troca seu voto e também não alimenta esperança quanto aos seus “representantes”. Dessa forma, o político eleito não tem compromisso comigo e eu não alimento ilusões quanto ao seu interesse em defender minhas causas.  

Só os hipócritas não admitem o escambo na política nacional. Não por culpa do eleitor, é claro, mas por culpa daqueles em quem deveria confiar plenamente: o político eleito para o Poder Executivo ou Legislativo.

O eleitor brasileiro é um eleitor abandonado.
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