segunda-feira, 28 de novembro de 2016

No Brasil a amizade substitui o mérito



A situação de Temer é quase insustentável. A situação do atual governo é deveras periclitante e extremamente grave
 
No Brasil, a amizade e o parentesco substituem o mérito. O exemplo mais recente dessa nossa inversão de valores nos é dado pelo governo do presidente da república Michel Temer, que tem no que se convencionou de chamar de núcleo duro do seu governo, a sua mais perfeita tradução: os ex-ministros Geddel Vieira Lima, Romero Jucá e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco que ocuparam e ocupam os mais importantes cargos no atual governo, não por serem técnicos renomados, mas por serem amigos de Temer há mais de três décadas.

Geddel Vieira Lima por se sentir íntimo do presidente Temer e por se considerar até então um intocável desse governo, acabou cometendo suicídio político, por excesso de confiança e por se considerar muito necessário e imprescindível.

Quando um governante ignora a importância do mérito e prioriza a amizade e o parentesco, acontece, via de regra, o que está acontecendo com o governo de Michel Temer que desde que começou vem sendo abalado por uma sucessão de escândalos protagonizados por amigos e correligionários políticos.

Num espaço de seis meses, cinco ministros já foram obrigados a pedir demissão para não comprometer a figura do presidente, todos eles sob suspeitas de comportamentos inconvenientes, para quem ocupa cargos de tamanha importância e relevância.

A demissão do ex-ministro Geddel Vieira, considerado um dos mais próximos colaboradores de Temer, provocou uma crise no governo do PMDB capaz de provocar o afastamento de Michel Temer do governo, sob a acusação de cometer crime de responsabilidade – Lei 1.079/1950, artigo 9º. como pretende denunciá-lo, o PSOL que acaba de protocolar na Câmara Federal um pedido de impeachment contra o presidente da república.   

A situação do governo Temer é de extrema gravidade e segundo alguns analistas políticos, quanto mais o presidente e os seus aliados defendem o governo, mais a situação se agrava, como por exemplo, a manifestação de apoio do senador Aécio Neves ao governo, quando classificou como indigna a gravação dos telefonemas do presidente feitos pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. Ao contrário do que pensa Aécio Neves, o povo brasileiro vê como um ato de patriotismo e heroísmo a atitude desse ex-ministro que não permitiu que o interesse privado de Geddel Vieira Lima prevalecesse sobre o interesse público e com o seu gesto fortaleceu o IPHAN.  
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