quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O fim da Lava Jato é um desejo comum


“Soou como um refém da banda podre da política. Deixou no ar a impressão de que seu apoio à Lava Jato é lorota”. (Comentário do jornalista e blogueiro Josias de Souza sobre o discurso de Temer no programa Roda Viva)

O fim da Operação Lava Jato, fará com que muita gente deixe de “respirar sem o uso de aparelho”. Todos os empresários, políticos e agentes públicos suspeitos de envolvimento com o Petrolão e sob investigação dessa operação, embora neguem, no íntimo torcem e fazem gestão para que essa operação venha a ter o mesmo destino da Operação Mãos Limpas na Itália: morte por asfixia.

A Operação ainda não foi sacrificada, porque o governo Temer é um governo de transição e por consequência disso, muito frágil e porque também a classe política brasileira em geral é vista com muita desconfiança. Não é à toa que numa pesquisa recente, a classe política foi das nossas intuições a pior avaliada, e a mais bem avaliada, ninguém menos, que as Forças Armadas. Esta última, uma instituição que ainda é tida como uma reserva moral do povo brasileiro.

No ranking das instituições mais confiáveis, as Forças Armadas lideram com 75% das opiniões, seguida pela Igreja Católica (56%), Ministério Público (53%), grandes empresas (46%), imprensa escrita (46%), governo federal (41%), polícia (39%), Poder Judiciário (39%), emissoras de TV (35%), vizinhos (30%), Congresso Nacional (19%) e partidos políticos (7%).

Ouso afirmar que se neste momento as Forças Armadas intervissem no processo político brasileiro, elas teriam o apoio de mais de 80% da população nacional. A intervenção das Forças Armadas no processo político vigente atenderia a uma exigência do estado democrático de direito - que é a de garantir a normalidade das instituições. 

Uma liderança das Forças Armadas já deveria ter se manifestado sobre as tentativas de sacrifício e assassinato da Operação Lava jato.

Por Anthony-Isaac Silvestre de Sacy Souza
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