segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A desigualdade obriga os pobres a fazerem suas revoluções



O crescimento do Estado Islâmico (EI) no Oriente Médio e do Crime Organizado (CO) na América do Sul se dá em função da grande desigualdade existente e da forte presença de países imperialistas impondo suas políticas hegemônicas, suas vontades e saqueando as riquezas dos povos nativos.

A ideologia do Estado Islâmico (EI) faz eco nos países pobres que durante séculos foram submetidos ao domínio dos países que dilapidavam suas riquezas e exploravam o povo, impondo uma cultura exótica e criando hábitos de consumo estranhos.  

Nos países onde o Crime Organizado (CO) ocupa o vácuo deixado pelo estado, os pobres, os excluídos e os despossuídos estão ingressando no exército da contravenção e na indústria do crime.

O fosso entre ricos e pobres aumenta todos os dias. Os números mais recentes revelam que apenas oito pessoas no mundo concentram mais dinheiro do que a metade mais pobre da população mundial – 3,6 mil milhões de pessoas. Os dados são fornecidos pela ONG britânica, OXFAM, que considera “indecente” esta concentração de riqueza num mundo onde uma em cada dez pessoas vive com menos de dois dólares por dia.

Os oito homens que possuem tanta riqueza como 3,6 mil milhões de pessoas no mundo são, por ordem: o americano Bill Gates, da Microsoft; o espanhol Amancio Ortega, da Inditex; o americano Warren Buffett, da Berkshire Hathaway; o mexicano Carlos Slim, da América Móvil; os americanos Jeff Bezos, da Amazon; Mark Zuckerberg, do Facebook; Larry Ellison, da Oracle e Michael Bloomberg, da Bloomberg LP.

Max Lawson, conselheiro político da OXFAM denuncia as pressões sobre os salários; as benesses fiscais atribuídas pelos estados e ainda os paraísos fiscais: “Muitos, muitos multimilionários quase não pagam impostos, utilizam os paraísos fiscais para esconderem o dinheiro. Temos uma situação em que os multimilionários pagam proporcionalmente menos impostos que as empregadas de limpeza ou as secretárias que empregam. É uma loucura. Assistimos à canalização da riqueza para cima”.

Por exemplo, no Quênia, os benefícios fiscais para as empresas privam o país de rendimentos vitais. Em 2011 o governo perdeu mais de mil milhões de dólares. A situação agrava-se com as zonas económicas especiais que gozam de inúmeras reduções fiscais. Enquanto em Nairóbi 2,2 milhões de pessoas trabalham com salários de miséria, sem qualquer benefício ou proteção social e são obrigadas a viver em bairros da lata.

O Estado Islâmico (EI) e o Crime Organizado (CO) encontram terreno fértil nos países pobres e subdesenvolvidos para crescerem e ameaçarem o estado oficial.

O que ainda serve como entrave ao crescimento, tanto do EI como do CO são os crimes bárbaros praticados por militantes, tanto de um como do outro, pela mídia internacional. Com Euronews
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