sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Os chineses preferem a guerra comercial à guerra convencional



A República Popular da China, ainda sob o comando de Mao Tsé-Tung, o timoneiro da revolução cultural e contínua, já vinha se aproximado estrategicamente dos EUA, por entender que o comunismo real estava fadado ao fracasso, pelo menos no seu país e, o seu principal inimigo era a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Com o resgate de Deng Xiaoping, que havia caído em desgraça com o advento da Revolução Cultural, sob a acusação de revisionista, foi o principal artífice daquilo que se convencionou chamar de socialismo de mercado. Foi Deng Xiaoping que pôs em prática as reformas econômicas que fariam da China o país com maior crescimento econômico do planeta nas últimas décadas. Dentre essas reformas, destacam-se as quatro modernizações, nos setores da agricultura, indústria e comércio, ciência e tecnologia e na área militar.       

Enquanto a Rússia de Vladimir Putin se preocupa em promover guerras e intervir em estados soberanos, a China investe em novos mercados, novas tecnologias e se prepara cada vez mais para disputar a hegemonia e a supremacia do comércio mundial com o seu principal aliado e parceiro comercial, os EUA.

A China não está querendo guerra, mas se necessário, ela poderá entrar numa guerra, porque ela tem o maior e um dos mais bem preparados exércitos em redor do mundo. Mas, para as lideranças chinesas participar de guerras convencionais não é inteligente, porque elas consideram a guerra comercial mais necessária, porque só o comércio interno não é capaz de alimentar mais de um bilhão e meio de almas e uma população cada vez mais exigente e sofisticada.      
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